População subocupada atinge 6,6 MILHÕES no 2º trimestre, diz IBGE

Taxa de desocupação despenca 14,1% em um ano, mas patamar continua elevado e prejudica a retomada econômica do país

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O mercado de trabalho brasileiro continua se recuperando em 2022 dos impactos sofridos nos últimos anos com a pandemia da covid-19. A saber, o coronavírus provocou a perda de milhões de postos de trabalho no país, mas os dados deste ano refletem a retomada no país.

No primeiro semestre, o Brasil criou 1,33 milhão de empregos formais. Embora esse dado seja expressivo e mostre a recuperação do mercado de trabalho, ainda não supera o resultado do ano passado. Em outras palavras, a retomada precisa continuar para que o país continue no caminho do crescimento econômico.

Nesta sexta-feira (29), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desemprego caiu para 9,3% no segundo trimestre deste ano. Esse número é o menor para o período desde 2015, mas ainda é muito expressivo, correspondendo a 10,1 milhões de desempregados.

Esses dados refletem a melhora do mercado de trabalho brasileiro, ainda há indicadores que apresentam dados bem preocupantes. De acordo com o IBGE, a população subocupada atingiu 6,6 milhões de pessoas no período, queda de 14,1% em um ano (menos 1,1 milhão de pessoas).

Em suma, a forte retração em um ano é positiva, mas os números ainda são muito altos. A saber, a população subocupada é composta por pessoas subutilizadas em seu trabalho, ou seja, que poderiam trabalhar mais do que realmente o fazem.

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População subocupada impacta economia do país

Segundo dados do IBGE, a taxa da população subocupada já estava bem alta no Brasil antes da pandemia. Com a chegada da crise sanitária, diversos profissionais sofreram com cortes de salário e jornada de trabalho, o que agravou o quadro da subocupação no país.

Em resumo, a subocupação prejudica a recuperação do consumo, principal motor de crescimento da economia. Segundo especialistas, a pessoa subocupada trabalha menos do que gostaria e tende a receber uma remuneração igualmente menor. Assim, sua renda diminui e ela tem mais dificuldades para manter o mesmo padrão de consumo de antes.

Isso quer dizer que o brasileiro passa a gastar menos, já que o seu poder de compra está reduzido, e isso desaquece a economia. Contudo, os investimentos nas atividades econômicas acontecem de maneira mais forte quando a economia está aquecida. Por isso, reduzir a subocupação no país é um grande passo para ver a economia crescer.

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