PF encontra indígenas em situação análoga à escravidão no MS

Agentes da polícia encontraram 17 empregados trabalhando de maneira desumana em uma fazenda de gado. Destes, 9 eram indígenas

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A Polícia Federal (PF) encontrou um grupo de trabalhadores indígenas que estava vivendo em situação análoga à escravidão no Mato Grosso do Sul. De acordo com as informações oficiais, esses empregados estavam trabalhando em uma fazenda de criação de gado.

Essa fazenda em questão fica na cidade de Porto Murtinho, que fica a cerca de 431 quilômetros da capital do estado, Campo Grande. Segundo agentes, os trabalhadores estavam convivendo em situação absolutamente degradante.

O local não tinha água limpa, não tinha banheiro nem para tomar banho nem para fazer as necessidades fisiológicas e não tinha qualquer tipo de registro profissional. Além disso, eles também não usavam qualquer tipo de equipamento de segurança (EPI).

A ação contou com o apoio da Polícia Militar Ambiental (PMA) e dos Auditores de Inspeção do Trabalho. Esses auditores, aliás, divulgaram uma série de imagens do local. Nessas imagens é possível ver portanto barracas em situação deplorável.

Os agentes encontraram por lá 17 trabalhadores. Destes, 11 eram brasileiros e 6 eram paraguaios. Os indígenas eram todos brasileiros e pertencem à etnia Kadiwéu. Eles eram 9. Todos os trabalhadores, brasileiros ou não, já voltaram para as suas casas.

Indígenas escravos

De acordo com os agentes de segurança, o patrão parou essas atividades no mesmo dia em que as autoridades descobriram o crime. Dos 17 trabalhadores, 12 estão em situação regular para receber o seguro-desemprego já nos próximos meses.

Apenas quatro deles saíram de lá com regularização no salário. Todos os outros terão que acionar a Justiça do Trabalho. De acordo com as informações oficiais, o Ministério Público do Trabalho (MPT) deve ajudar nesse caso.

Fazenda

A polícia não deu detalhes sobre o nome da fazenda. Também não dá para saber o nome do fazendeiro. Ele não quis se defender. O caso ganhou as redes sociais. A ação, aliás, aconteceu no último dia 15 de dezembro. Mas a polícia só divulgou agora.

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