A pesquisa Genial/Quaest de maio indica que a aprovação do governo Lula subiu para 46% entre os entrevistados, enquanto a desaprovação recuou para 49%, trazendo alterações relevantes na disputa eleitoral. O levantamento abrange todo o território nacional e demonstra variação nos índices de avaliação presidencial desde abril, quando a aprovação era de 43%. A pesquisa detalhou cenários de segundo turno, posicionando Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico, com 42% e 41%, respectivamente.
Segundo o instituto Quaest, a principal mudança registrada neste ciclo foi a reversão da tendência de desgaste do governo federal. Entre os fatores avaliados está o impacto das recentes denúncias sobre o senador Flávio Bolsonaro, que motivaram uma investigação da Polícia Federal sobre o possível uso de recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro nas campanhas de aliados, ponto que reforçou discussões internas sobre a viabilidade da candidatura do senador.
Em contraste com regras anteriores, a avaliação presidencial passou a incorporar o impacto de áudios e repasses financeiros em tempo real, afetando a leitura dos índices de intenção de voto, principalmente pela inclusão de novas figuras como Michelle Bolsonaro nos questionários, após ampla repercussão dos escândalos.
O cenário eleitoral de 2026 já se diferencia de experiências anteriores pelo protagonismo de temas como segurança pública, evidenciado pelo anúncio recente de R$ 11 bilhões em investimentos federais, e pela tramitação de propostas legislativas-chaves, como a PEC da Escala 6×1 e projetos relacionados a recursos estratégicos nacionais.
Mudanças nas pesquisas e cenário da oposição
O enfraquecimento da oposição ficou evidente desde a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A reação imediata incluiu não apenas a abertura de investigação pela Polícia Federal, mas também especulações sobre substituição do pré-candidato na chapa. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, voltou a ser considerada — apontada em pesquisas que Atlas/Intel, Vox e Vetor Arrow devem publicar ao longo da próxima semana, todas já incorporando este novo quadro.
A possibilidade de Flávio ser substituído realinha os grupos de oposição, diretamente afetados pelas denúncias e pelo desempenho estagnado em pesquisas. Dados recentes mostram que a preocupação com segurança pública lidera as prioridades dos entrevistados, superando questões econômicas em parte dos segmentos analisados. Isso influenciou tanto a reação do governo, com anúncio de investimentos expressivos, quanto a estratégia dos partidos para os próximos meses.
Impactos legislativos e expectativa do governo
Além da disputa eleitoral, temas estratégicos avançam no Congresso. Um dos destaques é a PEC da Escala 6×1, relatada pelo deputado Léo Prates (Republicanos-BA), que deve apresentar seu parecer na comissão especial. O calendário prevê votação em plenário até o final de junho, antes do recesso. Outras propostas aguardam avanço no Senado, entre elas a PEC da Segurança Pública e o Projeto de Lei das Terras Raras, ambos fundamentais para o planejamento setorial do governo.
Esses projetos representam oportunidade para reaproximação institucional, ainda mais após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. O Planalto espera que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalize disposição para destravar tramitações paradas, buscando recompor alianças e retomar o controle da agenda legislativa.
Contexto atual e tendências para 2026
A trajetória das avaliações do governo Lula reflete oscilações da confiança do eleitorado em função de eventos políticos recentes. Em anos anteriores, episódios semelhantes resultaram em quedas mais acentuadas na aprovação presidencial. Agora, o governo responde investindo em áreas de maior demanda social e acelerando propostas que possam repercutir positivamente na imagem do Executivo.

