Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA atingem mínima em 52 anos

País registra 199 mil novas solicitações na semana, menor patamar desde novembro de 1969; analistas projetavam 260 mil pedidos no período

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Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos despencaram na semana encerrada em 24 de novembro. A saber, houve 199 mil novas solicitações no período, o que corresponde a uma queda de 71 mil novos pedidos em relação à semana anterior (270 mil). Os números surpreenderam as projeções de analistas, que acreditavam em 260 mil novos pedidos no período.

Em resumo, as solicitações semanais são as menores desde meados de novembro de 1969, ou seja, em 52 anos. O Departamento de Trabalho dos EUA divulgou os dados nesta quarta-feira (24).

Vale destacar que especialistas consideram uma faixa de 200 mil a 250 mil novos pedidos semanais de auxílio-desemprego como indicador de um mercado de trabalho saudável. E os EUA conseguiram atingir esse patamar na semana em questão.

Em 2020, a pandemia da Covid-19 fez os pedidos de auxílio-desemprego dispararem no país. A título de comparação, o pico de solicitações durante a crise entre 2007 e 2009 chegou a 664 mil. Entretanto, esse nível representa menos de 10% do recorde de 6,867 milhões de pedidos registrados na semana encerrada em 28 de março de 2020.

Veja o que vem reduzindo os novos pedidos

A saber, a economia norte-americana ainda sofre com a escassez de trabalhadores. No final de setembro, o país ainda sofria com 10,4 milhões de vagas de emprego em aberto, segundo dados do governo. O valor só não superou o recorde alcançado em julho, quando as vagas abertas atingiram 10,9 milhões no país.

Em suma, a recuperação do mercado de trabalho norte-americano vem enfraquecendo esse cenário. Em outubro, os EUA criaram 531 mil postos de trabalho. No ano, a média mensal de vagas de trabalho criadas chega a 582 mil em média.

Por fim, dados do varejo e da indústria norte-americanos revelam que a economia do país vem se recuperando do forte tombo provocado pela pandemia. Após a desaceleração no terceiro trimestre devido ao aumento de casos da Covid-19 no país, os EUA voltam a registrar dados mais expressivos nos últimos meses do ano.

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