Medo do desemprego cresce entre os brasileiros em dezembro, aponta CNI

Com a alta, o indicador permanece acima da média histórica

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O medo do desemprego entre os brasileiros subiu 2,1 pontos no último trimestre de 2020, na comparação com setembro. Com o resultado, o Índice do Medo do Desemprego chegou aos 57,1 pontos no último mês do ano, ficando um ponto acima do registrado em dezembro de 2019. A saber,  a Confederação Nacional da Indústria (CNI), responsável pelo levantamento, divulgou os dados nesta quinta-feira, dia 7. Aliás, a pesquisa contou com a participação de duas mil pessoas, em 126 municípios, entre 5 e 8 de dezembro.

De acordo com o levantamento, o aumento do receio entre os brasileiros acontece, principalmente, devido aos impactos causados pela pandemia da Covid-19 no país. Além disso, a principal medida adotada para ajudar a população mais vulnerável, o auxílio emergencial, chegou ao fim no início deste ano. Ao mesmo tempo, o país vem enfrentando uma segunda onda de infecções e mortes provocadas pelo coronavírus. Ou seja, diversos fatores contribuíram para o resultado negativo no final do ano passado.

 

Medo do desemprego sobe na maior parte das categorias 

A CNI apontou que, mesmo com a alta entre ambos os sexos, as mulheres afirmaram possuir muito mais medo do desemprego do que os homens. Em resumo, o indicador sobre o sexo feminino alcançou a marca de 64,2 pontos, enquanto para o gênero masculino, ficou em 49,4 pontos.

Em relação à escolaridade, também houve alta entre os entrevistados com nível superior (50,1 pontos para 54,7 pontos), mas a categoria continua com a menor taxa na comparação por grau de instrução. Nesse sentido, os trabalhadores que possuem grau de instrução inferior ao nível médio lideraram o indicador de medo do desemprego. A saber, o medo ficou em 59,1 pontos entre os que estudaram até a 4ª série, e em 59,2 pontos, entre os que pararam os estudos da 5ª à 8ª série.

Segundo o levantamento, o índice do medo disparou de 55,9 pontos, em setembro, para 65,5 pontos, em dezembro, entre os moradores das periferias. Por outro lado, houve recuo de 57,5 pontos para 55,2 pontos entre os moradores das capitais.

 

Índice de satisfação com a vida 

Por fim, o levantamento também trouxe dados sobre o Índice de Satisfação com a Vida, que subiu 1,7 ponto em comparação a setembro. Em suma, o índice está em 70,2 pontos, o que representa 0,6 ponto acima da sua média histórica, que é de 69,6 pontos. Isso não ocorria desde 2014.

 

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