Juros altos tornam renda fixa mais atrativa e número de investidores cresce

Taxa básica de juro da economia é a mais alta dos últimos cinco anos; investidor busca renda fixa, mas também procura pela variável

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Os brasileiros vêm enfrentando a taxa de juros mais alta dos últimos cinco anos. A saber, a taxa básica de juro da economia, a Selic, está em 12,75% ao ano, maior patamar desde fevereiro de 2017. E esse cenário, apesar de desafiador, vem impulsionando a renda fixa no país.

Em resumo, quando os juros ficam mais elevados no país, os investimentos atrelados à própria Selic ficam mais atrativos. Isso acontece porque o retorno financeiro cresce, e muita gente tem aproveitado a escalada de juros no Brasil para investir na renda fixa.

De acordo com um levantamento realizado pela B3, a Bolsa Brasileira, esse segmento de investimentos teve um acréscimo de 1,5 milhão de novos investidores pessoa física em 12 meses encerrados em março. Isso corresponde a uma alta de 17% e fez o número chegar a 10,3 milhões de CPFs.

Com o acréscimo desse montante expressivo, o valor em custódia na renda fixa (valor investido) passou a totalizar R$ 1,182 trilhão, crescimento de 38% em um ano.

Números da renda variável também crescem

Embora muitos pensem que os investidores estão migrando para a renda fixa no país, não é exatamente isso o que está acontecendo. Ainda segundo os dados do levantamento da B3, o número de CPFs na renda variável disparou 44% no mesmo período, para 4,3 milhões.

Contudo, o valor em custódia da renda variável registrou um avanço bem mais tímido, de 8%. No entanto, o que especialistas afirmam diante desses dados é que o investidor está procurando diversificar o seu portfólio.

“A diversificação dos investimentos tem se intensificado, mesmo durante esse ciclo de alta da taxa de juros”, disse Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, em nota.

Destaques da renda fixa

O levantamento também revelou os destaques da renda fixa nos 12 meses:

  • Tesouro Direto;
  • Certificados de Depósitos Bancários (CBDs);
  • Certificados de Operações Estruturadas (COEs);
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCIs).

Vale destacar que a quantidade de investidores no Tesouro Direto saltou 28% entre abril de 2021 e março de 2022. O valor em custódia também teve um avanço semelhante, de 27%, mas o saldo por CPF caiu 13%, para R$ 2,3 mil.

O número de investidores também cresceu nos CBDs (20%) e COEs (34%). “Mas os grandes destaques foram as LCAs, que dispararam 111% na quantidade de CPFs e 104% no volume investido”, disse a B3.

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