Inflação nos Estados Unidos atinge maior nível desde 1990

Índice avança 0,6% no mês e eleva a inflação para 5% em 12 meses, maior patamar em 31 anos; energia impulsiona taxa no país

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inflação nos Estados Unidos variou 0,6% em outubro deste ano na comparação com o mês anterior. Já as receitas e despesas das residências tiveram um avanço ainda mais expressivo no mês, de 1,3%. Aliás, o valor superou em muito a variação registrada no mês anterior (0,5%).

Os dados fazem parte do índice PCE do Departamento de Comércio e se referem justamente aos preços do consumo nos EUA. A forte variação no mês passado ocorreu, principalmente, por causa da energia, que vem alcançando nível bastante elevados nos últimos tempos.

Com o acréscimo do resultado, a taxa inflacionária nos EUA acumulada em 12 meses chegou a 5% em outubro. A saber, esse é o maior patamar do indicador desde novembro de 1990, ou seja, há 31 anos que o país não registrava uma inflação tão elevada. Em setembro, o valor acumulado em 12 meses estava em 4,4%.

O presidente dos EUA, Joe Biden, vem fazendo diversas declarações sobre as dificuldades enfrentadas pela população com os preços elevados. De acordo com ele, “a inflação prejudica o bolso dos americanos” e disse “reverter essa tendência é uma prioridade para mim”.

Em resumo, a inflação no país também vem sendo impulsionada pelos altos preços da gasolina, de moradia e alimentos. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou os dados na última quarta-feira (24).

Veja mais detalhes da forte alta da inflação nos EUA

Apesar da elevada inflação nos EUA, os consumidores continuam realizando suas compras, especialmente os de renda mais elevada. E a população vem sofrendo com os preços cada vez mais altos da energia, que acumulam um forte aumento de 30,2% em 12 meses. Já os preços dos alimentos registram alta de 4,8% desde outubro de 2020.

Ainda segundo dados oficiais, a renda dos americanos também vem crescendo. A retomada econômica do país após a pandemia da Covid-19 está proporcionando salários mais elevados aos trabahadores. Ao mesmo tempo, os aluguéis também estão mais caros no país.

Por fim, vale destacar que os consumidores estão direcionando suas despesas tanto para bens quanto para serviços no país.

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