Inflação no Brasil desacelera em maio, mas segue muito elevada

Taxa tem decréscimo de 1,06% em abril para 0,47% em maio, mas continua acumulando um forte aumento em 12 meses, de 11,73%

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,47% em maio deste ano, ficando 0,59 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa observada em abril (1,06%). Aliás, essa é a menor variação do indicador desde abril do ano passado, quando o índice subiu 0,31%. A saber, o IPCA é a inflação oficial do Brasil.

Com isso, a variação acumulada nos últimos 12 meses encerrados em maio desacelerou de 12,13% para 11,73%, mas ainda segue em patamar bastante elevado. A propósito, a meta central para a taxa inflacionária em 2022 é de 3,5%, mas as projeções do mercado indicam que a inflação deverá encerrar o ano próxima de 9%.

A título de comparação, a taxa inflacionária havia variado 0,83% em maio do ano passado. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta quinta-feira (9).

Confira as variações dos grupos em maio

De acordo com o IBGE, oito dos nove grupos pesquisados tiveram variação positiva em maio. Veja abaixo o impacto que cada um deles exerceu no IPCA:

  • Transportes: 0,30 p.p.
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,12 p.p.
  • Alimentação e bebidas: 0,10 p.p.
  • Vestuário: 0,09 p.p.
  • Despesas pessoais: 0,05 p.p.
  • Comunicação 0,04 p.p.
  • Artigos de residência: 0,03 p.p.
  • Educação: 0,00 p.p.
  • Habitação: -0,26 p.p.

Em resumo, os principais impactos individuais registrados em maio vieram das passagens aéreas (18,33%) e dos produtos farmacêuticos (2,51%). Com estas variações, ambos os itens influenciaram o IPCA em 0,08 p.p. no mês passado.

A saber, o aumento dos preços do querosene de aviação (QAV) pressionou as passagens aéreas. Por sua vez, o aumento dos preços dos remédios impulsionou a inflação dos produtos farmacêuticos. Estas variações impediram uma desaceleração ainda mais forte do IPCA em maio.

Por outro lado, o grupo habitação teve um forte decréscimo no mês passado. Isso aconteceu graças à bandeira verde, que voltou a vigorar no Brasil em meados de abril. Em suma, a bandeira tarifária não promove cobrança extra na conta de luz dos consumidores.

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