Inflação elevada do café da manhã torna refeição indigesta

Itens do café da manhã tem avanço superior à inflação geral no país e dificultam vida do brasileiro, que sofre com o aumento dos preços

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Os brasileiros estão pagando cada vez mais caro para se alimentarem no país. O café da manhã está indigesto para muita gente, uma vez que os preços de itens importantes desta refeição só fazem subir. E o consumidor vê mais claramente o efeito da inflação no dia a dia.

De acordo com o IBGE, a taxa inflacionária no país subiu 1,06% em abril, maior avanço para o mês desde 1996. No entanto, os itens do café da manhã tiveram variações bem mais expressivas que a taxa nacional. Veja abaixo a alta da inflação em abril:

  • Leite longa vida – 10%
  • Pão francês – 4,52%
  • Café em pó – 2,5%
  • Manteiga – 2,37%

Preços altos dos combustíveis encarecem outros produtos

Um dos principais fatores que vem ajudando a impulsionar a inflação dos alimentos são os combustíveis. Desde o início da guerra na Ucrânia, o planeta está sofrendo com a disparada dos preços das commodities, entre elas o petróleo. E como o diesel e a gasolina são derivados desta commodity, os seus preços também estão bem mais altos nos últimos meses.

Nem todos percebem, mas o encarecimento dos combustíveis acaba impactando toda a população. Em resumo, diversas atividades estão relacionadas direta ou indiretamente aos combustíveis, e os altos custos de produção geralmente são repassados para o consumidor final.

“No caso do leite, a embalagem também está mais cara. E ainda tem o frete para levar o produto até o supermercado. A inflação dos combustíveis não é aquela só sentida na hora de abastecer“, explicou Robson Gonçalves, economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Inflação deve continuar alta no segundo semestre

Segundo o economista Gilberto Braga, do Ibmec, a inflação deverá continuar alta no Brasil. Em suma, ele revelou que as expectativas do mercado indicam que a taxa fique próxima de 8% em 2022, superando em muito a meta para o ano, de 3,5%.

“A inflação deve diminuir ao longo do segundo semestre, mas a diminuição não significa que vai parar de crescer ou cair. Significa que os preços vão aumentar menos“, alertou Braga.

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