Guedes afirma que Petrobras não será privatizada ‘neste primeiro governo’

Ministro da Economia ressalta que venda da estatal não é prioridade do governo por enquanto, mas afirma que privatizações continuarão

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (7) que a privatização da Petrobras não é prioridade para o governo. Segundo ele, isso não ocorrerá “pelo menos neste primeiro governo”. A saber, as declarações ocorreram em evento do Eurasia, onde ele respondeu diversas perguntas.

“Sobre privatização da Petrobras, todo mundo sabe que sou a favor de privatizar todas. Mas a Petrobras não está na lista pelo menos neste primeiro governo“, disse o ministro. Aliás, Guedes revelou que recebeu autorização do presidente Jair Bolsonaro para privatizar outras estatais, como os Correios e a Eletrobras.

O ministro também disse que Bolsonaro o autorizou a privatizar subsidiárias da Petrobras que não fazem parte do negócio principal da estatal no governo. Contudo, a permissão não se estendeu à própria Petrobras.

Guedes também afirmou no evento ter sugerido a Bolsonaro que ele levasse a Petrobras para o Novo Mercado. Caso isso ocorresse, seria semelhante à Eletrobras, que passou por esse processo de desestatização. “Se anunciarmos que fomos para o novo mercado, o valor da companhia vai aumentar substancialmente”, disse.

Campanha eleitoral de Bolsonaro deverá abordar privatizações

Além disso, Guedes revelou que a campanha de Bolsonaro para as eleições presidenciais de 2022 também deverá abordar novas privatizações. “Somos liberais, acho que devemos defender isso, porque a campanha está vindo”, disse. “Acho que isso será um assunto na campanha, e todo mundo sabe onde estarei na campanha”, acrescentou.

Inclusive, o ministro afirmou que a opinião pública já está preparada para lidar com a privatização da Petrobras. “Eles sabem que essas companhias públicas foram mal usadas”, afirmou.

Guedes também revelou que as prioridades econômicas do governo Bolsonaro, caso reeleito, estarão relacionadas à redução de custos para geração de empregos e conclusão da reforma da Previdência. De acordo com o ministro, o objetivo é implementar o sistema de capitalização, bem como aprovar a reforma tributária.

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