Gás de cozinha inicia o ano mais caro, após disparar 35,8% em 2021

ANP revela que preço médio do gás no país chega a R$ 102,55; botijão de 13 quilos salta no Sudeste e puxa alta na primeira semana de 2022

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O preço do gás de cozinha acumulou um avanço expressivo de 35,84% em 2021. As oscilações nas regiões do país variaram entre 37,75% no Sul e 31,99% no Norte. Já entre os estados, os maiores aumentos foram registrados em Goiás (+42,73%) e no Rio Grande do Norte (+41,70%). E a primeira semana de 2022 começou com mais uma alta do botijão.

De acordo com a Síntese de Preços Semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgada neste sábado (8), o gás de cozinha ficou 0,26% mais caro na semana de 2 a 8 de janeiro. Com isso, o preço médio no país chegou a R$ 102,55. Aliás, essa é a 13ª semana consecutiva que o preço do gás supera os R$ 100.

Na semana, o gás ficou mais caro apenas no Sudeste, onde o preço subiu 0,74%. No entanto, essa única alta impulsionou a média nacional. No Norte, o botijão de 13 quilos se manteve estável, enquanto teve leves recuos no Sul (-0,18%), Centro-Oeste (-0,06%) e Nordeste (-0,01%).

Já entre as Unidades da Federação (UFs), 12 registraram preços mais elevados que os da semana anterior. Em resumo, os maiores acréscimos vieram do Piauí (+1,69%), São Paulo (+1,44%) e Acre (+1,01%). As outras variações não ultrapassaram 1%.

Em contrapartida, dentre os 15 recuos registrados na semana, os mais intensos foram no Rio de Janeiro (-0,94%) e no Maranhão (-0,85%). As outras quedas não se mostraram mais intensas que 0,50%.

Ranking nacional do preço dos botijões

Com as variações, o preço do botijão vendido no Rio de Janeiro continuou como o mais barato do Brasil. O estado fluminense liderou o ranking dos menores preços do país em 52 das 53 semanas de 2021. Já na primeira semana de 2022, o botijão no Rio custou R$ 92,069.

Na sequência, ficaram: Pernambuco (R$ 94,006), Bahia (R$ 94,881), Sergipe (R$ 96,542), Distrito Federal (R$ 98,160), Espírito Santo (R$ 98,617) e Alagoas (R$ 98,867). Estes foram os únicos locais com preços abaixo de R$ 100.

Por outro lado, o botijão de Mato Grosso permanece como o mais caro do país, custando R$ 122,349 (-0,36%). Em seguida, ficaram: Rondônia (R$ 119,419), Acre (R$ 117,673), Amapá (R$ 116,889), Tocantins (R$ 113,124), Roraima (R$ 111,812), Goiás (R$ 110,719) e Santa Catarina (R$ 110,149).

Já entre as regiões, o Norte continuou liderando o ranking nacional, com o botijão alcançando um valor médio de R$ 111,219. Em seguida ficou o Centro-Oeste, onde o preço caiu para R$ 109,772. O Sul completa o top três, com o botijão de gás custando R$ 105,069.

Dessa forma, os menores preços continuaram comercializados no Nordeste (R$ 99,649) e Sudeste (R$ 100,806), únicas regiões com valores menores que a média nacional. Nos rankings semanais de 2021, o Sudeste teve o gás mais barato do país em 32 semanas, enquanto o Nordeste apresentou o menor valor entre as regiões por 21 semanas.

Por fim, vale ressaltar que o levantamento da ANP mostra os preços médios de revenda do país, mas também os preços de paridade de importação nos postos. Em suma, a variação no Porto de Santos saltou 4,73% na semana, taxa semelhante a do Porto de Suape (+4,83%).

Leia Mais: Veja os itens que tiveram os maiores aumentos em 2021

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