Fundos imobiliários captam R$ 26,8 bilhões no primeiro semestre

Profissionais do setor estimam que atração de recursos em 2021 superará o nível observado no ano passado, mesmo com adversidades

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Os fundos imobiliários vêm crescendo cada vez mais nas carteiras de investimentos do país, com muita gente mostrando interesse nesse ativo. Eles até acabaram acumulando fortes perdas com a pandemia da Covid-19, mas sua recuperação segue firme em 2021.

De acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o setor conseguiu captar R$ 26,827 bilhões em novas emissões no primeiro semestre deste ano. Esse montante representa uma disparada de 44,3% em relação ao mesmo período de 2020.

Por falar no ano passado, os fundos imobiliários conseguiram atrair R$ 44,1 bilhões. Isso quer dizer que, se o segundo semestre apresentar ritmo parecido com o primeiro, o resultado anual será bem mais expressivo que o registrado no ano passado.

Como o resultado semestral foi bastante positivo, profissionais do setor estimam que 2021 apresentará uma captação tão expressiva quanto a do ano passado, podendo superá-la em 10%. E todo esse capital conquistado mostra o fôlego que o setor tem mostrado neste ano.

Elevação dos juros tende a enfraquecer setor

Em resumo, a pandemia afetou negativamente diversas atividades econômicas. Para ajudar a população a enfrentar a crise, os juros de referência do país caíram para o menor nível da história no ano passado. Contudo, o aumento da vacinação e a retomada econômica fizeram a Selic, taxa básica de juros do Brasil, subir novamente.

O resultado desta elevação é o desaquecimento da economia, uma vez que a Selic mais alta também puxa consigo os juros praticados no país, no geral. Com isso, a oferta de crédito acaba limitada, pois a população precisará pagar mais juros pelos créditos adquiridos. E o setor imobiliário está incluso nesse meio, o que faz muita gente fugir do setor.

Por fim, vale explicar o que é um fundo imobiliário. Em suma, é uma modalidade de investimento, na qual pessoas colocam dinheiro em construções de prédios ou condomínios. Quando as obras chegarem ao fim, o rendimento das operações será dividido entre todos os que investiram e compraram parte do fundo.

Na verdade, estes ativos funcionam como um aluguel de imóvel. A diferença é que os investidores não precisarão comprar, reformar ou pagar o IPTU do imóvel. O fundo imobiliário pagará o valor que corresponder ao investimento, a depender dos acordos firmados previamente.

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