Fim do Auxílio Emergencial aumenta o número de famílias na miséria

Após o fim do abono Auxílio Emergencial, o número de famílias na miséria aumenta no país

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O fim do Auxílio Emergencial gerou um aumento de famílias na miséria. O abono manteve famílias em situações um pouco menos extremas durante a pandemia, no entanto, com o seu fim as famílias beneficiadas voltaram a pobreza extrema. 

O Auxílio teve seu fim em outubro de 2021 e até essa data havia cerca de 15 milhões de famílias em situação de pobreza extrema. Assim, de lá pra cá o número de famílias na miséria cresceu para 17,8 milhões, dados coletados em março de 2022. 

Fim do Auxílio Emergencial e o Auxílio Brasil

O Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família, tornou-se novamente a única ou uma das poucas fontes de renda para essas famílias. Afinal, ao todo, 2,6 milhões de famílias se inscreveram no CadÚnico para acessar o novo benefício.

Com o aumento emergente de famílias na miséria a média mensal de cadastros para recebimento do Auxílio Brasil é de 540 mil novas famílias. Essa é a maior média de cadastros desde a criação do programa em 2001. 

Em abril de 2022 cerca de 18 milhões de benefícios no valor médio de R$ 409,82 foram pagos. No entanto, a fila de espera para ter acesso ao Auxílio Brasil não para de crescer e em fevereiro atingiu 1 milhão de pessoas.

Cenário em 2022

Para o ano de 2022 o Governo Federal informou que reservou R$ 89,8 bilhões para o pagamento do benefício, que visa prover as crescentes famílias na miséria. 

Contudo, a Confederação Nacional de Municípios calcula que o gasto anual para atender a demanda de famílias beira os 92 milhões. 

Outra preocupação que assola as famílias na miséria, é que após receberem o benefício, ainda precisarão lidar com o valor em defasagem. Por exemplo, no Rio de Janeiro a cesta básica está custando R$ 750,51, tornando impossível a alimentação. 

Fim do Auxílio Emergencial

Levando em consideração apenas o valor da inflação do preço dos alimentos, o Auxílio Brasil deveria estar no valor de R$ 433. 

O Índice de Preços do Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) dos primeiros meses do ano, fechou em 4,31%, o que comprova que o Auxílio Brasil não é suficiente. Para acompanhar o índice o benefício deveria ter o valor de, pelo menos, R$ 417.

Entendendo o Auxílio Brasil

O Auxílio Brasil foi criado no fim de 2021 para substituir o antigo programa Bolsa Família. Assim, beneficia em torno de 18 milhões de famílias desde sua criação e o valor atual é de R$ 400.

Esse programa também conta com abonos secundários para grupos característicos que fazem parte de famílias em situação de vulnerabilidade extrema. Por exemplo, o Auxílio Gás, o Benefício Composição Gestante e outros.

Como receber o Auxílio Brasil?

Há três formas para conseguir receber o Auxílio Brasil:

  1. Ser cadastrado no antigo Bolsa Família. Assim, o pagamento será automático;
  2. Inscrito no CadÚnico, que não recebia o bolsa família. Mas, irá para a lista de reserva;
  3. Por fim, caso não esteja no CadÚnico, é necessário procurar um CRAS para registro.

Fim do Auxílio Emergencial: como tirar dúvidas sobre o Auxílio Brasil

Para mais informações sobre o Auxílio Brasil o cidadão pode entrar em contato por dois canais, então veja quais são.

Por telefone

O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Ou ainda, é possível obter informações na Central de Atendimento da Caixa, pelo telefone 111.

Por aplicativos

No aplicativo Auxílio Brasil, é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Assim, poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas.

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