Feridas e queimaduras poderão ser tratadas com biocurativo de células-tronco

Tecnologia foi desenvolvida pela startup In Situ Terapia Celular com o apoio da FAPESP

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Unsplash

Com avanço da ciência e medicina, novas tecnologias vêm surgindo, a fim de otimizar os tratamentos de saúde de diversas condições, como é o caso de feridas e queimaduras.

Através de um desenvolvimento da startup In Situ Terapia Celular com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, um novo método inteligente para o tratamentos de feridas e queimadura foi confirmado, o biocurativo de células-troncos.

Desenvolvido a partir de células-tronco e de um hidrogel, o recurso tem a aparência de uma lente de contato e pode ser aplicado diretamente na pele humana.

A tecnologia utilizada para sua fabricação é a bioimpressão 3D o que permite ainda mais celeridade no processo.

Atualmente, o biocurativo de células-tronco está sob aprovação de ensaio clínico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que poderá aprovar ou não o novo dispositivo para uso do setor da Saúde.

Como age o biocurativo

Segundo os desenvolvedores, o biocurativo age reduzindo o processo inflamatório da pele.

A células-troncos do biocurativo, extraídas de cordão umbilical ajudam a estimular a regeneração dos tecidos da pele.

Além disso, o dispositivo apresenta outras vantagens, quando comparado aos produtos já existentes no mercado, entre elas:

  • Ótima relação custo-benefício
  • Processo de aplicação muito simples
  • Indolor tanto na aplicação, quanto na retirada

Além disso, de acordo com a startup idealizadora do biocurativo, seu acesso será facilitado, já que a tecnologia é 100% nacional.

Outra grande benefício do biocurativo é sua utilização em pessoas com feridas crônicas, como os portadores de diabetes.

A startup também vem elaborando outros produtos do mesmo seguimento, como por exemplo, pomadas baseadas na utilização de vesículas extracelulares, derivadas da produção de células-tronco em laboratório. Esses recursos seriam menos complexos, porém, já ajudariam na cicatrização de feridas mais simples ou em cicatrizes hipertróficas.

Evite na sua pele!

Como o biocurativo ainda não está disponível no mercado, vale a pena alertar sob alguns produtos usados popularmente para tratar feridas e queimaduras, que não são indicados.

  • Bicarbonato de sódio: Há várias receitas na internet com pastinhas a base de bicarbonato para ajudar na cicatrização de ferimentos da pele, entretanto, o produto não é indicado, visto que ele pode alterar o PH da pele.
  • Pasta de dente: Outra receitinha caseira é a aplicação de pasta dental nas queimaduras. Esse recurso pode até trazer uma sensação de frescor e alívio, entretanto, sua composição com alcalina pode irritar ainda mais o local, além de provocar o ressecamento da pele.
  • Água quente: Na hora de limpar o ferimento ou queimadura, nada de água quente! Sua alta temperatura pode ressecar o local, que já está extremamente sensível.
  • Álcool: Utilizado para desinfecção, o excesso do álcool pode gerar um efeito contrário e acabar aumentando a inflamação da pele, portanto, é preciso substitui-lo por produtos específicos de assepsia.
  • Vaselina: Devido ao seu alto poder hidratante, muitos acabam utilizando a vaselina na hora da cicatrização, porém, todo cuidado é necessário ao manipular esta substância, afinal, é um unguento forte e pegajoso.

Ademais, buscar atendimento médico ou de enfermagem após um ferimento ou queimadura é sempre recomendado, pois ajudará a garantir o tratamento adequado e assim, uma recuperação segura e rápida.

 

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