Faturamento da indústria cresce 2,2% em março, aponta CNI

Na comparação com o mesmo mês de 2020, crescimento chegou a 12,7%

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A atividade industrial do Brasil cresceu em março deste ano, compensando parte das perdas registradas em fevereiro. Pelo menos é o que aponta o levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta segunda-feira, dia 10.

Em suma, o faturamento da indústria de transformação cresceu 2,2% em relação ao mês anterior, após ajuste sazonal. Assim, recuperou mais da metade da queda de 3,6% verificada em fevereiro. Já as horas trabalhadas ficaram 0,9% acima quando comparadas ao mês anterior.

Por sua vez, na comparação anual, houve uma disparada de 12,7% no faturamento da indústria. Isso porque, em março do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia acabo de decretar pandemia da Covid-19. E isso afetou todo o mundo de maneira muito forte, inclusive o Brasil.

Em relação às horas trabalhadas em março de 2020, a alta chegou a 10,7%. Estes resultados ficaram bem expressivos, mas outros não tiveram tanta disparidade, como o indicador de emprego, que apontou uma alta de 2,1% entre março deste ano e março de 2020.

“Os dados de março revertem parcialmente as perdas de fevereiro e mantém a atividade industrial em patamar acima do pré-pandemia. Na comparação com março de 2020, quando a indústria enfrentava a necessidade de paralisar suas operações por conta da pandemia, as altas da atividade são expressivas”, destacou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Utilização da Capacidade Instalada continua em patamar elevado

Além disso, o levantamento da CNI apontou que a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permanece num patamar elevado. Com uma leve alta de 0,4 ponto percentual (p.p.) em relação a fevereiro, a taxa da UCI chegou a 81,1% em março, mantendo-se superior ao período pré-crise sanitária. No entanto, houve uma queda de 4,8 p.p. na comparação com março de 2020.

Por fim, o rendimento médio real dos trabalhadores da indústria cresceu 2,1% quando comparado a fevereiro. Contudo, em relação a março do ano passado, houve uma queda firme de 6,5% do rendimento.

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