Neymar precisou deixar a partida entre Santos e Coritiba após um erro de substituição oficial na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, conforme relatório da CBF. A súmula apontou que a saída do camisa 10 decorreu de uma falha de comunicação entre a comissão técnica do Santos e a arbitragem, especificamente envolvendo o quarto árbitro Bruno Mota Correia e o assistente Carlos César Sampaio Campos.
De acordo com o documento publicado pela Confederação Brasileira de Futebol, o problema aconteceu na Neo Química Arena quando o Santos pretendia substituir o lateral Escobar, mas o comunicado oficializado à arbitragem indicou erroneamente Neymar como o substituído. O regulamento obriga que, uma vez formalizado o anúncio, o jogador registrado não pode mais voltar ao campo, mesmo em caso de erro.
Segundo a Portaria CBF 029/2022, o procedimento exige confirmação verbal e gestual, além de registro em papeleta, sendo o anúncio considerado oficial e irreversível após inserção no sistema.
Erros de substituição envolvendo incoerência entre comunicação verbal e escrituração já prejudicaram outros clubes em edições anteriores do Brasileirão, destacando a necessidade de precisão no processo e comunicação clara para evitar prejuízos desportivos.
Substituição e Impacto Regulatório
No episódio, aos 22 minutos do segundo tempo, Neymar estava sendo atendido fora do campo por dores na panturrilha. Durante o atendimento, o quarto árbitro foi informado verbalmente pelo assistente do Santos que o camisa 10 seria o substituído. O árbitro solicitou confirmação e recebeu sinalização afirmativa antes de levantar a placa de substituição oficial.
O protocolo da CBF determina que, após a exibição da placa, não há reversão: o jogador oficialmente substituído não pode retornar. O regulamento previsto para 2026 mantém essa diretriz, invalidando correções mesmo diante de enganos administrativos, sob o princípio da igualdade competitiva.
Consequências para o Santos e Precedentes
A saída precoce de Neymar ocorreu contra o planejamento da equipe técnica do Santos, que teve que reorganizar sua estratégia tática durante a partida. Exemplos semelhantes, como a ocorrência em 2023 no duelo entre Internacional e Goiás, já demonstraram que falhas na comunicação podem impactar diretamente o desempenho esportivo.
O relatório da CBF reforça que a comissão técnica deve entregar a papeleta com o número correto e verbalizar a decisão com clareza, evitando divergências. Após confirmada a substituição, não há espaço para contestação, conforme as normas vigentes do futebol nacional.
Comunicação Mandatória e Instrução para Clubes
O caso destaca a importância de orientar permanentemente as comissões técnicas sobre o rigor nos protocolos de substituição, especialmente em competições de alto nível como o Campeonato Brasileiro. A CBF realiza treinamentos periódicos com árbitros e delegados, mas recomenda que clubes mantenham rotinas de revisão e contem com um responsável exclusivo para as substituições.
Para os atletas, especialmente em jogos decisivos, a clareza no processo pode ser determinante e evitar prejuízos consideráveis.
Erro de Substituição: Incidente e Palavra-chave
O erro de substituição, troca oficializada por engano, está expressamente regulado pela CBF, e seus efeitos podem alterar até o resultado esportivo. Por isso, passou a ser acompanhado de perto em relatórios, tendo a expressão “erro de substituição” monitorada nos registros das partidas do Campeonato Brasileiro.

