Dívida pública do Brasil cai para R$ 5,56 trilhões em março

Valor ficou 2,89% menor que o de fevereiro; governo projeta que a dívida pública encerre 2022 entre R$ 6 e R$ 6,4 trilhões

0

dívida pública federal atingiu R$ 5,56 trilhões em março deste ano. Isso representa uma queda de 2,89% em relação ao mês anterior (R$ 5,73 bilhões). Aliás, esta é a primeira queda do valor desde outubro do ano passado.

A saber, a dívida pública em títulos inclui os endividamentos do governo tanto no Brasil quanto no exterior. Em resumo, o Tesouro Nacional emite a dívida pública para financiar o déficit orçamentário do governo federal. Dessa forma, há a possibilidade de pagar despesas que superam a arrecadação com impostos e tributos.

O Tesouro Nacional revelou que os resgates de títulos públicos superaram as emissões em R$ 204,66 bilhões em março. Isso ocorreu porque os resgates destes títulos totalizaram R$ 271,64 bilhões, enquanto as emissões somaram R$ 66,98 bilhões no mês. A subtração destes montantes resultou na redução da dívida pública do país em março.

Vale destacar que grande parte da dívida federal é interna. Na verdade, o estoque de títulos externos é pequeno.

Expectativa do governo é que a dívida cresça ainda mais em 2022

Embora o valor atual da dívida pública seja bastante elevado, a expectativa do Tesouro Nacional é que o montante cresça ainda mais em 2022. Na verdade, o órgão projeta que a dívida do país encerre o ano entre R$ 6 e R$ 6,4 trilhões.

Em 2021, a dívida pública federal cresceu 12% em relação a 2020, chegando a R$ 5,613 trilhões.

Segundo o Tesouro Nacional, o custo médio de toda a dívida pública acumulada em 12 meses caiu de 8,68% ao ano para 8,59% ao ano entre fevereiro e março. Em suma, isso ocorreu devido à alta dos juros no país. A saber, o Banco Central (BC) elevou no mês passado a taxa básica de juro da economia pela nona vez consecutiva.

Com isso, a taxa chegou a 11,75% ao ano, maior patamar desde abril de 2017. Aliás, os avanços recorrentes estão acontecendo por causa da inflação elevada no país. Em síntese, o BC promove a alta dos juros para conter a taxa inflacionária do país, encarecendo o crédito e reduzindo o poder de compra do consumidor. Um efeito colateral é a desaceleração econômica.

Leia Também: Contas do governo têm déficit de R$ 6,3 bilhões em março

Avalie o Artigo:

Sucesso na Internet:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.