Contas do governo têm déficit de R$ 6,3 bilhões em março

No acumulado do ano, contas registram superávit de R$ 49,6 bilhões, mas governo tem autorização para fechar 2022 com déficit de até R$ 170,5 bilhões

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A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira (28) que as contas do governo federal encerraram março com um déficit primário de R$ 6,3 bilhões. Embora o valor seja bastante expressivo, ficou bem menor que o rombo registrado em fevereiro, de R$ 20,6 bilhões.

Em resumo, déficit primário acontece quando as despesas realizadas pelo governo superam as receitas, ou seja, o saldo fica negativo. Quando ocorre o contrário, com mais receitas que despesas, tem-se superávit primário. Vale destacar que, nesta conta, não entram os gastos do governo com o pagamento de juros da dívida pública.

Em 2020, o Brasil registou um déficit primário recorde de R$ 743,087 bilhões devido à pandemia da Covid-19. Isso ocorreu porque o país realizou diversos gastos extraordinários para combater a crise sanitária e adiou a arrecadação de diversos impostos pelo mesmo motivo.

Já em 2021, o país teve um saldo negativo de R$ 35,073 bilhões, resultado 95,3% menor do que o rombo verificado em 2020. Em valores corrigidos pela inflação, o déficit foi de R$ 37,974 bilhões.

Contas do governo estão positivas em 2022

De acordo com o BC, as contas públicas estão com um excelente resultado em 2022. Apesar de ter registrado rombo expressivos em fevereiro e março, o país fechou o trimestre com um superávit de R$ 49,6 bilhões. Isso ocorreu graças ao superávit de R$ 76,5 bilhões registrado em janeiro.

Para 2022, o governo federal está autorizado a ter um déficit primário de até R$ 170,5 bilhões, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Contudo, a última estimativa do Ministério da Economia apontava um déficit bem menor no ano, de R$ 66,9 bilhões.

Seja como for, caso o governo realmente feche o ano com um déficit, este será o nono ano consecutivo de rombo nas contas públicas, já que os resultados negativos vêm acontecendo desde 2014.

Leia Mais: Arrecadação federal é a maior para um mês de março em 28 anos

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