Consumo nos lares do país cresce 2,6% no primeiro trimestre

Pesquisa revela que os brasileiros reduziram o consumo fora de casa, mas aumentaram as compras online em busca de benefício

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O consumo nos lares brasileiros cresceu 2,59% no primeiro trimestre deste ano. A saber, a maior variação ocorreu em março, cujo consumo cresceu 6,58% em relação a fevereiro. Já na comparação com março de 2021, a alta chegou a 2,41%.

Os dados fazem parte do Índice Nacional de Consumo dos Lares Brasileiros da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Aliás, a entidade divulgou o levantamento nesta quinta-feira (13). No ano passado, o consumo das famílias cresceu de 3,04% em relação a 2020.

“O primeiro trimestre foi marcado pela busca de lojas que operam com preços menores e pela compra de abastecimento concentrada nas semanas próximas do recebimento do salário”, disse o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

“Por ora, troca de marca, substituição de produtos, busca por embalagens de melhor custo-benefício e por marcas próprias se mantêm acentuadas para compor a cesta de abastecimento”, acrescentou Milan.

Consumo fora de casa volta a cair

Segundo o vice-presidente, a população voltou a reduzir o consumo fora de casa. Em resumo, a renda mais restrita resultou no corte de supérfluos no trimestre. Além disso, o levantamento também registrou a queda nas idas aos pontos de venda, pois os consumidores passaram a fazer compras mais planejadas.

“Os consumidores estão buscando diversificar os canais de compra. Temos visto as compras online crescendo, porque o consumidor busca um maior benefício. Além disso, buscam por embalagem com preço menor ou pelo desconto família, troca as marcas que utiliza por outras mais baratas, raciocina melhor no momento da compra”, disse Milan.

A saber, a cesta Abrasmercado acumulou alta de 5,11% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Já nos últimos 12 meses encerrados em março, a alta chegou a 15,45%. Aliás, a cesta é composta por 35 produtos de largo consumo.

“O aumento se deve à pressão inflacionária puxada pelo repasse dos custos de produção na cadeia de alimentos, especialmente pelo aumento do preço do óleo diesel, que impacta o frete na logística dos produtos”, disse o relatório da Abras.

Por fim, os alimentos que registraram os maiores avanços em 12 meses foram: tomate (27,22%), cebola (10,55%), leite longa vida (9,34%), óleo de soja (8,99%) e ovo (7,08%).

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