Confiança do empresário do comércio cresce em abril

Vendas da Páscoa e expectativas com o Dia das Mães eleva otimismo do comércio brasileiro; queda do dólar ajuda a impulsionar confiança

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou nesta semana os dados mais recentes do seu levantamento sobre o comércio brasileiro. A saber, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) subiu 2% em abril, alcançando 118 pontos.

No acumulado de 2022, o Icec está positivo (0,86%), apesar da taxa ser bem tímida. Seja como for, o resultado é bem melhor que a queda de 9,24% acumulada nos quatro primeiros meses de 2021. Aliás, o indicador de confiança permanece na zona de satisfação, acima dos 100 pontos, pelo décimo mês consecutivo.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o crescimento do Icec ocorreu devido às vendas da Páscoa e às expectativas com o Dia das Mães. Além disso, os empresários do comércio esperam que os números fiquem ainda mais positivos com o décimo terceiro salário dos aposentados e o saque do FGTS.

“Um fator que também é muito relevante é a percepção de efeitos decorrentes da dinâmica do mercado de trabalho, que tem revelado evolução gradual”, disse Tadros.

Quase todos os componentes do índice de confiança sobem no mês

Segundo a CNC, quase todos os componentes do Icec avançaram em abril, na comparação com março. O único resultado negativo veio do subíndice relativo à contratação de funcionários, em Intenções de Investimento, que recuou 0,1% no mês.

Por outro lado, o subíndice relativo à empresa registrou o aumento mais significativo do mês, de 3,9%. Dessa forma, influenciou o crescimento geral do indicador de confiança em 1,6%.

Em relação ao porte das empresas, a CNC revelou que o nível de confiança entre empresários das micro e pequenas empresas subiu 2,1% no mês. Por sua vez, os empresários das médias e grandes empresas do país mantiveram-se com uma variação nula em abril (0,0%).

Por fim, o economista da CNC responsável pelo levantamento, Antonio Everton, ressaltou que a queda do dólar ajudou a elevar a confiança dos empresários neste mês. Em suma, a desvalorização da moeda norte-americana aumenta a expectativa em relação às vendas de produtos eletrônicos.

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