Com Bento Albuquerque na gestão da Petrobras, preços dos combustíveis dispararam até 111%

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Durante os três anos e quatro meses do Almirante Bento Albuquerque como ministro de Minas e Energia, os preços dos combustíveis no Brasil dispararam, à medida que os preços do petróleo subiram nos mercados internacionais. De acordo com um levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), houve um aumento de 111,63% para o diesel nos postos, a gasolina subiu 67,12%, o preço do gás de bujão aumentou 63,10%, e o preço do GNV (gás veicular) aumentou 71,23%.

Bolsonaro e política de preços 

Na semana passada, Bolsonaro solicitou que a petrolífera estatal, Petrobras, não aumentasse os preços dos combustíveis. Ele atacou os lucros abundantes da Petrobras em um momento onde os brasileiros enfrentam o aumento dos preços nas bombas, alertando que novos aumentos de preços provocaram uma “convulsão nacional”. Importante destacar que a empresa divulgou um lucro trimestral de aproximadamente US $9 bilhões, quase 40 vezes maior do que no mesmo trimestre do ano passado. No entanto, na última segunda-feira, a Petrobras elevou os preços do diesel em 9%, dizendo que o aumento estava em linha com sua política de acompanhar as taxas globais.

Bolsonaro disse anteriormente que, como a Petrobras não tem capacidade de refino suficiente para estabelecer preços, ele não tem a capacidade de intervir e reduzir as taxas de combustível. Apesar disso, Bolsonaro demitiu o presidente-executivo da Petrobras em abril e o substituiu por um defensor ferrenho dos preços de mercado, o Almirante Bento Albuquerque.

Almirante Bento Albuquerque e Petrobras 

Albuquerque, no entanto, é visto como um baluarte contra a interferência política na empresa, uma ameaça particularmente séria, já que a inflação está no centro das eleições presidenciais deste ano e Bolsonaro agora está atrás nas pesquisas. Em sua gestão na Petrobras, Albuquerque insistiu que a empresa não poderia manter os preços dos combustíveis estáveis ​​a menos que houvesse subsídios, aumentando a pressão sobre os assessores políticos de Bolsonaro para que encontrem espaço no orçamento para pagar os subsídios de combustível e energia antes das eleições.

Sendo assim, Albuquerque e os presidentes substitutos da Petrobras, como o general aposentado Joaquim Silva e Luna, são dois exemplos recentes de ex-militares do governo Bolsonaro que não conseguiram resolver os problemas enfrentados pelo governo Bolsonaro. 

Mais uma saída 

Como resultado desse descontrole, de acordo com o decreto publicado nesta quarta-feira (11/05) no Diário Oficial da União, Bento Albuquerque será substituído por Adolfo Sachsida, que recentemente atuou como assessor especial do ministro da Economia, Paulo Guedes. Sachsida se opõe a medidas como subsídios aos preços dos combustíveis ou criação de fundos para suavizar a volatilidade dos preços. Para a equipe econômica, a gigante nacional do petróleo pode ser mais sensível socialmente quando se trata de deslocar os preços mais altos do petróleo para o combustível no mercado doméstico.

Em suma, a medida é vista em grande parte um gesto político de Bolsonaro, tendo em vista que o presidente busca tornar público que está tentando fazer algo sobre o aumento dos preços do petróleo.

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