Bolsonaro muda ministro de Minas e Energia; veja quem assume

A mudança promovida por Bolsonaro acontece em meio às críticas dele à política de preços da Petrobras, ligada ao Ministério de Minas e Energia

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) exonerou Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia e escolheu Adolfo Sachsida para ser o seu substituto. A informação foi publicada na edição desta quarta-feira (11) do Diário Oficial da União (DOU).

A mudança promovida pelo presidente acontece em meio às críticas do chefe do Executivo à política de preços da Petrobras, estatal que é ligada ao Ministério de Minas e Energia. Depois da confirmação da troca, o agora ministro Adolfo Sachsida foi ao Twitter agradecer por ter sido escolhido.

Na ocasião, o executivo agradeceu Bolsonaro, Paulo Guedes, ministro da Economia, e o próprio Bento Albuquerque, ex-comandante da pasta. “Agradeço ao Presidente Jair Bolsonaro pela confiança, ao ministro Guedes pelo apoio e ao ministro Bento pelo trabalho em prol do país”, disse.

“Com muito trabalho e dedicação espero estar a altura desse que é o maior desafio profissional de minha carreira. Com a graça de Deus vamos ajudar o Brasil”, completou o novo ministro, que estava na equipe de Paulo Guedes no Ministério da Economia como assessor especial, é doutor em Economia, advogado, e autor de livros e artigos técnicos sobre políticas econômica, monetária e fiscal, avaliação de políticas públicas, e tributação.

Adolfo Sachsida é o novo ministro de Minas e Energia. (Foto: reprodução)
Adolfo Sachsida é o novo ministro de Minas e Energia. (Foto: reprodução)

Críticas de Bolsonaro à Petrobras

Na quinta-feira (05) passada, Bolsonaro criticou mais uma vez a política de preços da Petrobras. Na ocasião, ele citou o ministro Bento Albuquerque e também o presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, enquanto reclamava do reajuste no preço do Diesel para as refinarias.

“Vocês não podem, ministro Albuquerque e senhor José Mauro, da Petrobras, não podem aumentar o preço do diesel. Não estou apelando, estou fazendo uma constatação levando-se em conta o lucro abusivo que vocês têm”, disse Bolsonaro.

Na sequência, assim como publicou o Brasil123, o chefe do Executivo fez uma apelo para que os executivos não “quebrem  Brasil”. “Vocês não podem quebrar o Brasil. É um apelo agora: Petrobras, não quebre o Brasil, não aumente o preço do petróleo. Eu não posso intervir. Vocês têm lucro, têm gordura e têm o papel social da Petrobras definido na Constituição”, disse.

As críticas de Bolsonaro foram feitas após a empresa ter divulgado que registrou um lucro de R$ 44,561 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um valor 3,7% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

“O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo. Vocês não podem aumentar mais os preços dos combustíveis”, disse Bolsonaro que, apesar do apelo, viu, cinco dias depois, a estatal reajustando o preço do diesel em 8,87%, fazendo com que o preço médio do combustível subisse nas distribuidoras de R$ 4,51 para R$ 4,91.

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