Prévia da inflação do país tem maior variação para novembro desde 2002

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula variação de 9,57% em 2021 e 10,73% nos últimos 12 meses, aponta IBGE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 1,17% em novembro deste ano. Assim, ficou 0,03 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa observada no mês anterior (1,20%). Esse é o maior nível para um mês de novembro desde 2002, quando o indicador atingiu 2,08%. A saber, o IPCA-15 é a prévia da inflação oficial do Brasil.

Além disso, a variação de novembro é a maior para um único mês desde fevereiro de 2016 (1,42%). Com o acréscimo do resultado, o índice passa a acumular alta de 9,57% em 2021. Já nos últimos 12 meses, o avanço é bem mais expressivo, de 10,73%, superando os 10,34% registrados nos 12 meses anteriores.

A variação do IPCA-15 em novembro deste ano também superou a taxa observada no mesmo mês de 2020, de 0,81%. Os dados ainda ficaram levemente acima das estimativas do mercado, que acreditavam em uma variação de 1,12%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta quinta-feira (25).

Gasolina impulsiona inflação no mês

De acordo com o IBGE, a aceleração da prévia da inflação em novembro refletiu o avanço registrado por todos os nove grupos pesquisados. Em resumo, o grupo transportes registrou novamente a maior variação mensal, ao passar de 2,06% para 2,89%. Aliás, o grupo também exerceu o maior impacto no IPCA-15 em novembro, de 0,61 p.p.

No grupo, o item gasolina teve alta de 6,62% e impactou a inflação do país em 0,40 p.p. no mês. Isso quer dizer que o combustível respondeu por 34,19% da variação do IPCA-15 em novembro.

Já o grupo habitação exerceu um impacto de 0,17 p.p., enquanto o grupo saúde e cuidados pessoais influenciou o índice em 0,10 p.p. em novembro. Dessa forma, os três grupos responderam por 73,5% da variação do IPCA-15 no mês.

Confira as variações dos outros grupos no mês

Os outros seis grupos também registraram alta no mês: vestuário (1,32% para 1,59%), artigos de residência (0,53% para 1,53%), despesas pessoais (0,77% para 0,61%), alimentação e bebidas (1,38% para 0,40%), comunicação (0,34% para 0,32%) e educação (0,09% para 0,01%). Estes grupos exerceram impactos entre 0,08 e 0,00 p.p. no mês.

Por fim, vale ressaltar que, para a divulgação da prévia da inflação, houve a coleta dos dados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Goiânia, Recife, Salvador, Fortaleza e Belém.

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