Preço do LEITE dispara 57% no ano; veja os motivos

Menor oferta no campo e entressafra impulsionam preços no país; a expectativa é que os preços caiam apenas a partir de agosto

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Os brasileiros estão pagando cada vez mais caro pelo leite no país. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, o leite ficou 22% mais caro em julho. Com essa disparada no mês, o item passou a acumular uma forte alta de 57% em 2022.

Em resumo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela divulgação do IPCA-15, revelou nesta terça-feira (26) que o índice subiu apenas 0,13% em julho. E o item que mais impulsionou o indicador foi o leite. Contudo, a redução da alíquota do ICMS sobre alguns produtos, como combustíveis, fez o IPCA-15 desacelerar no mês.

Vale destacar que o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP) havia alertado para a disparada do preço do leite em julho. Segundo o centro, não só o leite, mas também os seus derivados, ficariam mais caros neste mês.

Por falar nisso, o IBGE revelou que os principais avanços registrados pelos derivados do leite em julho vieram de requeijão (4,74%), manteiga (4,25%) e queijo (3,22%). No entanto, as altas foram bem menores que a do próprio leite.

Em suma, o clima seco, que é tradicional do período de entressafra, vem prejudicando a qualidade das pastagens. Isso resulta na queda da produção de leite. Como consequência, os custos dos produtores aumentam e acabam sendo repassados para o consumidor final.

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Veja quando os preços deverão começar a cair

Segundo estimativas de analistas, os preços do leite só deverão começar a cair a partir de agosto. Isso porque a produção nacional deverá aumentar, passado o período de entressafra. Contudo, até lá, os brasileiros terão que pagar caro para ter leite em casa.

Vale destacar que a queda nos preços não deverá acontecer de maneira abrupta, mas sim gradual. Em outras palavras, o consumidor deverá encontrar o leite e os seus derivados com leves recuos já em agosto. Nos meses seguintes, a expectativa é que essas quedas fiquem mais evidentes, aliviando mais significativamente o bolso dos brasileiros.

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