População desalentada no Brasil cai para 4,3 milhões no 2º trimestre

Percentual de desalentados do país recua 1,2% em um ano; pandemia da covid-19 agravou o quadro da população desalentada

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O Brasil está registrando dados mais positivos em relação ao mercado de trabalho. No segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego do país caiu para 9,3%, atingindo 10,1 milhões de pessoas. Embora o número seja bastante expressivo, é bem menor que o registrado no mesmo período de 2021 (14,9 milhões).

Esse cenário caótico que o Brasil enfrentou nos últimos anos foi provocado pela pandemia da covid-19. A crise sanitária afetou diversas atividades econômicas e provocou a perda de milhões de empregos no país. E um dos maiores desafios que o mercado de trabalho precisou enfrentar foi o crescimento da população desalentada, principalmente em 2020.

De lá pra cá, o indicador vem se recuperando gradativamente. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua), realizada pelo IBGE, o país tinha 4,3 milhões de desalentados no segundo trimestre deste ano.

A saber, o número caiu tanto na comparação trimestral quanto na anual. Em resumo, o país tinha 328 mil desalentados a mais no trimestre anterior. Já em relação ao segundo trimestre de 2021, a queda foi de 22,5% (menos 1,2 milhão de pessoas).

Segundo o IBGE, a população desalentada é formada por pessoas que estavam fora da força de trabalho do país devido a alguma das seguintes razões:

  • Não conseguia trabalho;
  • Não tinha experiência profissional;
  • Era muito jovem ou muito idoso;
  • Não encontrou trabalho na localidade onde mora;
  • Não teria condições de assumir a vaga caso conseguisse o trabalho.

Em outras palavras, os desalentados do país formam a parte da força de trabalho potencial. Isso quer dizer que eles poderiam trabalhar, mas não o fizeram devido a circunstâncias específicas.

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A PNAD também mostrou que o percentual de desalentados na força de trabalho atingiu 3,8% no segundo trimestre deste ano. Na comparação trimestral houve queda de 0,3 ponto percentual (4,1%), enquanto o nível recuou 1,2 ponto percentual na base anual (5,0%).

Em suma, a melhora dos dados em relação a 2021 indica que o mercado de trabalho brasileiro continua se recuperando. A decretação da pandemia em março de 2020 agravou os números da população desalentada, e os desafios não deram trégua em 2021, quando houve recordes de casos e mortes no país.

Por fim, vale destacar que o Brasil criou 1,33 milhão de empregos formais. Embora esse dado seja expressivo e mostre a recuperação do mercado de trabalho, ainda não supera o resultado observado no mesmo período do ano passado (1,48 milhão de empregos).

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