Petróleo sobe de novo e pode provocar mais reajustes nos combustíveis

Barril de petróleo fecha dia a US$ 117,60 e pressão sobre novos reajustes cresce; política de preços da Petrobras segue cotação internacional

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Os combustíveis seguem muito caros no Brasil. Enquanto o preço médio do litro do diesel chegou a R$ 6,918 na semana passada, a gasolina custou R$ 7,298 para os motoristas. E essa situação pode ficar ainda pior para a população, já que o barril de petróleo fechou mais um dia em alta firme.

A saber, o barril Brent, que é a referência mundial, subiu 1,76% nesta segunda-feira (30). Com isso, fechou o dia cotado a US$ 117,60 na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Aliás, o barril chegou a superar os US$ 120 nas primeiras horas do dia, maior nível dos últimos dois meses.

Com o avanço registrado hoje, o Brent passa a acumular uma valorização de 48,3% em 2022. Embora seja bastante expressiva, a alta do barril chegou a superar os 60% no início de março devido à guerra entre Rússia e Ucrânia. Inclusive, o conflito no leste europeu continua pressionando os preços internacionais do barril de petróleo.

Pressão sobre Petrobras cresce

Nem todos sabem, mas a cotação do barril afeta os preços dos combustíveis no Brasil. Isso porque a política de preços da Petrobras segue o critério de paridade internacional. Em suma, a política foi adotada pelo governo Michel Temer em 2016 e se baseia nas cotações do barril de petróleo no mercado internacional e nas variações do dólar.

Dessa forma, as recentes altas do petróleo acabam pressionando a Petrobras a reajustar os preços dos combustíveis. A propósito, a empresa já promoveu dois reajustes no diesel, um em março e um em maio, e elevou o preço da gasolina apenas em março.

Por outro lado, a estatal vem recebendo duras críticas do presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas. A saber, o governo federal é o principal acionista da empresa e já promoveu a troca de três presidentes apenas no governo Bolsonaro.

Preços dos combustíveis vão subir?

Diante desse cenário, a população se pergunta se os preços dos combustíveis vão ficar ainda mais caros no país. De acordo com especialistas, a expectativa é que a Petrobras não promova mais reajustes por enquanto. Contudo, muitos afirmam que a estatal vem segurando os repasses, já que há defasagem da gasolina em relação ao preço internacional.

Aliás, vale destacar que Bolsonaro deseja congelar os preços dos combustíveis ao menos até as eleições. Isso mostra que dificilmente haverá um reajuste nos próximos meses, a depender do governo.

Por fim, o dólar vem ajudando a aliviar as pressões sobre a Petrobras, já que a divisa esta cotada a R$ 4,75. Nesta segunda, a moeda americana fechou em leve alta, mas segue com uma forte desvalorização de 14,73% ante o real em 2022.

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