Petróleo despenca na semana, mas barril segue acima de US$ 105

Valores elevados do petróleo beneficiam o Brasil, mas população continua sofrendo com os altos preços dos combustíveis

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O petróleo mais caro é positivo para o Brasil, mas negativo para a população. Esse cenário, apesar de parecer contraditório, representa a realidade atual do país. Isso porque os preços elevados da commodity impulsionam a economia brasileira, mas encarecem diversos itens essenciais para a população.

A saber, o barril Brent, que é a referência mundial, despencou 4,96% na semana, cotado a US$ 106,15 na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já o barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, tombou 4,56% na semana, para US$ 102,07 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Apesar da forte queda, o Brent ainda acumula uma valorização expressiva em 2022, de 33,8%. Da mesma forma, o WTI também tem ganhos robustos neste ano, de 32,6%. A propósito, a guerra entre Rússia e Ucrânia impulsionou os preços internacionais do petróleo, e os impactos continuam sendo sentidos pela população brasileira.

Em resumo, a Petrobras reajustou em 24,9% o preço do litro do diesel nas refinarias do país e em 18,8% o preço da gasolina. Isso aconteceu devido à disparada do petróleo, cujo barril chegou a se aproximar dos US$ 140 em março. E não há expectativas para redução dos preços dos combustíveis, uma vez que o petróleo segue bastante caro.

Economia brasileira se beneficia com petróleo elevado

Embora a população não veja muitos pontos positivos da alta do petróleo, que acaba elevando os preços de diversos outros produtos, o Brasil vem se beneficiando com a alta da commodity.

De acordo com o relatório mais recente do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado nesta semana, a economia brasileira deve crescer mais que o esperado em 2022. Em suma, isso acontecerá por duas razões principais: a guerra na Ucrânia e o encarecimento do petróleo.

Na verdade, os dois fatores decorrem da invasão da Rússia à Ucrânia, que desestabilizou os mercados internacionais e fez os preços das commodities dispararem. Esse cenário é bastante negativo para a economia global, mas acabou beneficiando a economia nacional.

Como o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores globais de commodities, os altos preços não só do petróleo, mas de vários outros itens, impulsionaram a economia. Isso fez o FMI revisar para cima as suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2022.

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