Parlamentares são contra a troca de cartões do Bolsa Família para o Auxílio Brasil

Parlamentares questionam o alto gasto para troca de cartão que ainda está válido

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O Governo Federal estuda a troca dos cartões do antigo Bolsa Família para um novo modelo do Programa Auxílio Brasil.

Os novos usuários inseridos no programa a partir de janeiro deste ano, passaram a receber pelos Correios o cartão do Auxílio Brasil em suas residências, e os beneficiários que já estavam no programa, aqueles que foram migrados do Bolsa Família, seguem com o uso do antigo cartão, ainda válido.

Sendo assim, parlamentares pedem que o Tribunal de Contas da União (TCU) suspenda a troca de 18 milhões de cartões do Bolsa Família. Isso porque o custo da substituição é de cerca R$ 670 milhões.

“A mera troca de cartões inequivocamente operacionais apenas para substituição do nome do programa social, com finalidade nitidamente eleitoral, não pode ser permitida por esta Corte de Contas, sob pena de se criar mais uma grande e desnecessária despesa em condições orçamentárias tão restritas”, diz trecho do pedido, feito pelo senador Alessandro Vieira (PSDB-SE), pelos deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Felipe Rigoni (União Brasil-ES), e pelo deputado estadual Renan Ferreirinha (PSD-RJ).

Parlamentares são contra a troca de cartões do Bolsa Família para o Auxílio Brasil
Parlamentares são contra a troca de cartões do Bolsa Família para o Auxílio Brasil

Movimento contra a troca de cartões do Bolsa Família para o Auxílio Brasil

A representação mencionada é dirigida especificamente ao ministro da Cidadania, Ronaldo Vieira Bento.

O grupo de parlamentares alega também que a troca ofende os princípios da moralidade e da economicidade, que regem a administração pública.

“Não há qualquer plausibilidade no emprego de R$ 650 milhões se não for trazida qualquer melhoria aos beneficiários do programa social, os quais podem gozar normalmente do programa social com o cartão que já possuem”, escreveram os parlamentares.

Novo programa social

O Auxílio Brasil, criado em novembro de 2021, substituiu o Bolsa Família. O novo programa de transferência de renda do atual governo elevou o tíquete médio de cerca de R$ 200 para o mínimo de R$ 400.

De acordo com informações do Estado de S. Paulo, a Caixa Econômica Federal já estaria preparando o desenho do novo cartão. Nas próximas semanas há a previsão de começar a distribuir os pilotos deste novo meio de pagamento em Brasília.

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