‘Não permitiremos a subversão do processo eleitoral, diz presidente do TSE

Sem citar Bolsonaro, Edson Fachin cobrou que "todos os poderes digam, sem subterfúgios, que vão respeitar o processo eleitoral de outubro de 2022"

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, voltou a defender o sistema eleitoral, dizendo que não permitirá “a subversão do processo” e que, “para remover a Justiça Eleitoral de suas funções”, será preciso tirá-lo do cargo. “Diálogo sim, joelhos dobrados, jamais”, disse o número um da Corte.

A declaração de Edson Fachin foi feita no Congresso Brasileiro de Magistrados, que acontece até sábado (14) em Salvador, na Bahia. Ao todo, foram 30 minutos de discurso. Ao fim de sua declaração, o ministro foi aplaudido de pé pelos que estavam presentes.

Na ocasião, sem citar o presidente Jair Bolsonaro (PL), Edson Fachin cobrou que “todos os poderes digam, sem subterfúgios, que vão respeitar o processo eleitoral de outubro de 2022”.

“A nenhuma instituição ou autoridade a Constituição permite poderes que são exclusivos da Justiça Eleitoral. Não permitiremos a subversão do processo eleitoral – e digo, para que não tenham dúvida, para remover a Justiça Eleitoral de suas funções terão que antes remover este presidente da sua presidência. Diálogo sim, joelhos dobrados, jamais”, disse.

Contrapondo-se a Bolsonaro

Nos últimos dias, Edson Fachin tem elevado o tom em busca de se contrapor ao presidente da República, que voltou a levantar suspeitas sobre a confiabilidade das urnas. Essas dúvidas levantadas por Bolsonaro vêm à tona mesmo com autoridades dos mais variados órgãos afirmando o contrário e com o próprio chefe do Executivo confessando que não tem prova sobre suas afirmações.

Recentemente, o presidente sugeriu que as Forças Armadas façam uma apuração paralela dos votos. Na quinta (12), Edson Fachin disse que aceita colaborações, mas que a palavra final é da Justiça Eleitoral. Na ocasião, ele ainda fez um trocadilho, afirmando que as eleições são cuidadas pelas forças “desarmadas”.

“Quem trata de eleição são forças desarmadas e, portanto, dizem respeito à população civil, que de maneira livre e consciente escolhe seus representantes. Logo, diálogo sim, colaboração sim, mas a palavra final é da Justiça Eleitoral”, disse ele.

Nesta sexta, durante seu discurso em Salvador, ele voltou a citar as Forças Armadas. Desta vez, ele elogiou a entidade e citou a parceria com a instituição, especialmente nos estados do norte do Brasil, onde ela atua para levar urnas eletrônicas às seções de difícil acesso.

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