Inflação na Argentina dispara 50,9% em 2021

Taxa é uma das mais elevadas do planeta; governo negocia com FMI o refinanciamento de uma dívida de mais de US$ 44 bilhões

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A Argentina encerrou 2021 com uma das maiores inflações do mundo. A saber, o índice de preços ao consumidor do nosso vizinho sul-americano disparou 50,9% no ano passado. O instituto oficial de estatísticas Indec divulgou os dados nesta sexta-feira (14).

A taxa foi alcançada após acréscimo do resultado de dezembro, mês em que a inflação cresceu 3,8%. Aliás, o Indec revelou que os segmentos com as maiores taxas acumuladas em 2021 foram os de restaurantes e hotéis (65,4%) e de transporte (57,6%).

Na verdade, a Argentina vem tentando sair de uma recessão desde 2018. No entanto, a situação no país continua bastante complicada, principalmente devido à pandemia da Covid-19, que vem afetando a economia mundial desde 2020.

Vale destacar que o custo de vida na Argentina não disparou apenas em 2021. A taxa já havia saltado 53,8% em 2019 e 36,1% em 2020. Já para 2022, o governo projetou um índice inflacionário de 33%, mas o Parlamento do país rejeitou os números, visto que a oposição afirmou que isso não corresponde à realidade do país. Segundo pesquisa do Banco Central, a inflação deve chegar a 55% neste ano na Argentina.

Governo tenta negociar dívida

Além disso, o governo do presidente Alberto Fernandéz está negociando com o Fundo Monetário Internacional (FMI) o refinanciamento dos pagamentos de uma dívida de mais de US$ 44 bilhões. A propósito, a dívida foi contraída pelo governo anterior, de Mauricio Macri, em 2018.

“Para nós, a palavra ajuste está fora de cogitação. Para nós, é preciso crescer. Conseguimos que o déficit primário fosse menor não por menos investimento, mas como resultado do crescimento”, afirmou Fernandéz.

“O FMI não vai aprovar nada que o Congresso argentino não tenha aprovado e isso vai depender de que o plano que o governo apresente possa ser cumprido. Um déficit fiscal não é ruim, desde que não seja permanente e possa se financiar”, afirmou o analista de mercados Sebastián Maril à AFP.

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