Guerra na Ucrânia entra no quinto mês; veja riscos para o Brasil

Preços do petróleo e de commodities agrícolas disparam no período e devem se manter elevados nos próximos meses

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A guerra na Ucrânia entrou no quinto mês. Desde 24 de fevereiro, quando a Rússia invadiu o país, o mundo ficou atento às ofensivas da nação comandada por Vladimir Putin. Milhares de pessoas já morreram no conflito e outras milhões sofrem direta ou indiretamente com as consequências da guerra.

No Brasil, o principal efeito dos confrontos é o aumento dos preços de importantes produtos. Em resumo, a alta contínua e generalizada dos preços de bens e serviços é chamada de inflação. E diversos países do mundo estão registrando taxas inflacionárias recordes desde o início da guerra.

Na verdade, a situação já estava complicada devido à pandemia da covid-19. Com o início do conflito no leste europeu, a situação se agravou, e muitas nações passaram a impor sanções contra a Rússia por ter invadido a Ucrânia. Contudo, mesmo estando isolada do ocidente, o país não parece disposto a encerrar a guerra. E o caos global ainda deve durar meses, no mínimo.

Guerra pressiona inflação

Embora os conflitos estejam ocorrendo há milhares de quilômetros de distância do Brasil, os impactos são bastante visíveis. Aliás, o cenário desafiador afeta dezenas de países, que sofre com os gargalos das cadeias de suprimentos.

Por isso, as nações globais esperam que a guerra chegue ao fim o mais rápido possível, mas não há expectativa para isso no curto prazo. De acordo com especialistas, mesmo que a guerra acabasse hoje, os efeitos no mundo ainda durariam meses.

Isso porque, com a globalização, os países dependeram cada vez mais do comércio exterior. Por exemplo, o Brasil exporta petróleo, mas também importa a commodity por conta das características do produto que é extraído no país e da estrutura das refinarias nacionais.

Nesse comércio, os preços sobem, pois a oferta do produto está enfraquecida devido à guerra na Ucrânia. O problema é que outros produtos também estão mais escassos ou não estão conseguindo chegar aos países por causa do conflito. O resultado é o aumento expressivo dos preços de bens e serviços.

Vale destacar que a guerra vem pressionando a inflação em todo o mundo. A saber, os itens que acumulam as maiores altas são o petróleo e as commodities agrícolas. Segundo especialistas, estes itens não devem subir muito mais nos próximos meses, já que seus preços dispararam. Contudo, também não há expectativa para a queda dos preços.

Juros sobem e limitam crescimento econômico

Em meio à inflação elevada, o Banco Central (BC) fica cada vez mais pressionado a aumentar a taxa de juros do país. Com isso, o crédito fica mais caro e reduz o poder de compra da população, desaquecendo a economia. Em síntese, o consumidor passa a comprar menos, pois tudo fica mais caro.

Como o consumo da população é um grande motor da economia, o Produto Interno Bruto (PIB) passa a crescer menos. E isso só tende a melhorar com o aumento do poder de compra da população. Contudo, não há expectativas para o fim da guerra, e muito menos para a redução da inflação e dos juros no país.

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