Esqueça tomate e cenoura; cebola assume posto de ‘vilã’ dos preços em maio

Legume acumula forte alta nas primeiras semanas de maio, enquanto preços do tomate e da cenoura têm quedas expressivas no período

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Nos últimos tempos, os brasileiros se assustavam a cada ida ao supermercado ou à feira. Os preços do tomate e da cenoura vinham crescendo expressivamente no país, fazendo a população substituir os itens por opções mais baratas.

Contudo, a situação está bem diferente em maio. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), os preços das hortaliças e legumes acumulam queda de 3,5% nas três primeiras semanas deste mês.

Os grandes destaques para essa forte redução são a cenoura e o tomate, cujos preços despencaram 22,8% e 16,5%, respectivamente. Vale destacar que isso aconteceu devido aos aumentos acumulados nos meses anteriores.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cenoura acumulou uma forte alta de 178,02% entre maio de 2021 e abril de 2022. Já o preço do tomate subiu 103,26% no período.

Vale destacar que essas disparadas explicam a queda expressiva em maio. Em resumo, os tombos ocorreram devido à base comparativa, que estava muito elevada. Como os preços dos produtos não mantiveram o mesmo nível, o recuo foi mais acentuado que o de outros legumes e hortaliças.

Cebola assume papel de ‘vilã’ da inflação em maio

Em contrapartida, a cebola pressionou a inflação do segmento nas primeiras semanas de maio. A saber, o produto acumulou uma variação de 22% até 22 de maio. Com isso, limitou a queda dos preços dos alimentos em geral no período. Ainda assim, o grupo registrou uma variação de 0,76%, contra 1,19% no mesmo período de abril.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelou que os preços da cebola também subiram em abril nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Entre as dez centrais pesquisadas, houve queda apenas na Ceasa de Fortaleza (-2,24%).

Por outro lado, os valores dispararam nas Ceasas de Vitória (ES) (30,16%), Rio Branco (AC) (26,83%) e Brasília (DF) (24,65%).

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