Dólar cai em dia marcado pela divulgação de prévia do PIB em julho

Investidores também repercutem dados da indústria e do varejo da China, bem como resultado da produção industrial dos EUA

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O dólar fechou o pregão desta quarta-feira (15) em queda de 0,41%, cotado a R$ 5,2360. No dia, os investidores repercutiram divulgação de dados domésticos e externos. Embora a moeda norte-americana tenha caído, continua acumulando valorização na parcial de 2021, de 0,94%, ante o real.

Em resumo, o Banco Central (BC) divulgou na manhã de hoje o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de julho. A saber, o indicador é considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. E o IBC-Br cresceu 0,60% no mês, emendando o segundo avanço consecutivo. No entanto, o destaque ficou por conta da desaceleração do índice, que havia subido 0,92% em junho.

Além disso, o mercado continua atento às projeções para a economia brasileira em 2022. Enquanto analistas do mercado financeiro estimam uma elevação de 1,72% para o PIB do país no próximo ano, uma parte já começa a apontar um avanço menor que 1%. Isso deve acontecer devido à alta taxa inflacionária do país, que impulsiona a Selic e, consequentemente, os juros.

Em suma, a inflação atingiu o maior nível para setembro dos últimos 21 anos. Para tentar segurar o avanço da inflação, o BC eleva a taxa básica de juros do país, a Selic, que, consequentemente, impulsiona os juros praticados aqui. Assim, reduz o poder de compra do consumidor, desaquecendo a economia e limitando a alta da “inflação por demanda”.

O resultado disso é a chamada “estagflação”. O termo se refere à estagnação econômica de um país ao mesmo tempo em que a inflação continua subindo. E a expectativa é que esse cenário se fortaleça em 2022, pelo menos pra parte dos analistas.

Dados externos também impactam cotação do dólar

No dia, o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, também divulgou os dados da produção industrial dos Estados Unidos em agosto. A alta de 0,4% ficou abaixo do avanço no mês anterior (0,8%) e ligeiramente menor que as projeções (0,5%). E essa desaceleração preocupa o mercado, pois tende a indicar desaceleração econômica dos EUA.

Nesta quarta, a China também divulgou os dados da indústria e do varejo em agosto. A saber, a indústria cresceu 5,3%, mas especialistas apontavam um avanço de 5,8%. Já os gastos dos consumidores tiveram alta de 2,5%, crescimento bem menor que as projeções de 7% dos analistas.

Em síntese, a Delta, variante mais transmissível do novo coronavírus, vem elevando os casos e mortes em todo o planeta nos últimos tempos. A recuperação econômica global perde cada vez mais fôlego. E as preocupações crescem a cada dado frustrante que as maiores economias mundiais divulgam. Diante deste cenário, o dólar se fortalece, mas hoje caiu graças ao dado positivo interno.

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