Como a inflação afeta os investimentos

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A inflação não é um assunto que preocupa somente aos consumidores, mas também preocupa os investidores. Isso acontece porque a inflação afeta diretamente algumas classes de investimentos disponíveis.

A inflação está atrelada a variação de preços, e quanto maior é a taxa de inflação, maior é o aumento dos preços. O contrário também é verdade, ou seja, quanto menor for a inflação, menos os consumidores sentem os preços na hora de efetivar suas compras.

Nesse sentido, a melhor maneira de controlar a inflação é alterando a taxa de juro. Em períodos em que a inflação se encontra em alta, o Banco Central trabalha para elevar a taxa de juro vigente e isso afeta diretamente os investimentos. Geralmente, uma elevação na taxa de juro com foco em controlar a inflação, acaba transferindo capital dos investimentos de renda variável para a renda fixa, como títulos do governo.

Investimentos atrelados à inflação

Certo de que períodos de alta na inflação trazem à economia um momento de turbulência, que geralmente acaba acarretando períodos de recessão econômica. Nesse sentido, os mercados, principalmente o mercado de ações, sofrem bastante com o aperto monetário, pois depende de setores que caminham com o bom funcionamento da economia.

Por outro lado, a inflação elevada acaba trazendo oportunidade de investimentos em outro setor, como por exemplo: Fundos de inflação, Tesouro IPCA e também Letras de Crédito, como LCI e LCA e Fundos Imobiliários.

O Tesouro Direto apresenta uma opção IPCA+, que é um título público de retorno híbrido atrelado à inflação. Ele oferece um rendimento que cobre o aumento dos preços mais uma taxa fixa. Outro ponto importante trata do prazo: o ano indicado no título indica o seu vencimento, mas é preciso conferir o dia e o mês. Ainda que eles tenham liquidez diária, os resgates antes do prazo se expõem ao preço de mercado e podem trazer perdas.

Já nos Fundos de Inflação, os gestores optam por investimentos atrelados a títulos que acompanhem a inflação, por dois motivos: um deles é elevar a rentabilidade da carteira, já o outro serve de “segurança”, visto que o mercado acionário geralmente não performa tão bem nesses cenários.

Além disso, existe a opção de investimentos nos chamados “Fundos Imobiliários”. Os aluguéis tendem a ser corrigidos pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP–M), outro indicador que mensura a inflação. Por conta disso, investir em fundos imobiliários focados em contratos de locação é uma alternativa de ter seus ganhos atrelados à inflação.

O que avaliar quando a inflação estiver mínima

 O IPCA baixo, em princípio, é uma boa notícia para os investimentos. Contudo, é preciso analisar também a Taxa Selic. Quando a taxa básica de juros da economia se reduz, como aconteceu nos períodos pré-pandemia da Covid-19, ela também reduziu a rentabilidade nominal das aplicações dos investimentos que chamamos de “renda fixa”.

Nesse sentido, quando inflação e Selic estão em patamares menores, os investimentos atrelados ao IPCA tendem a ser menos rentáveis. Mas lembre-se de que, qualquer que seja sua escolha, é importante analisar as alternativas para garantir a mais adequada para as suas necessidades.

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