Municípios do Rio Grande do Sul devem enfrentar tempestades com risco de granizo, chuvas acima de 100mm e ventos superiores a 60km/h entre 19 e 20 de julho de 2026, conforme alerta laranja ampliado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
Segundo o INMET, áreas do centro, noroeste, oeste, sul e Região Metropolitana do estado estão sob maior perigo, abrangendo cidades como Ijuí, Santa Cruz do Sul e Porto Alegre. O aviso reforça a necessidade de atenção redobrada a transtornos urbanos e rurais.
Confira a seguir as cidades incluídas no alerta laranja, detalhes da previsão meteorológica para outras regiões do Brasil, fatores que explicam o cenário extremo e orientações oficiais para a população afetada.

Quais regiões do Rio Grande do Sul estão sob alerta laranja para tempestades?
O alerta laranja do INMET, válido das primeiras horas de domingo (19) até o final de segunda-feira (20), inclui municípios centrais, noroestinos, oeste, sul e Região Metropolitana de Porto Alegre. Entre eles estão:
- Ijuí
- Santa Cruz do Sul
- Porto Alegre
- São Borja
- Santa Maria
- Uruguaiana
- Bagé
- Pelotas
- Santa Vitória do Palmar
O INMET pode ampliar o aviso para mais áreas ao longo do período, de acordo com boletins atualizados. Nessas regiões, espera-se acumulação de chuva superior a 100mm, ventos acima de 60km/h e possibilidade de granizo, aumentando a chance de alagamentos, queda de árvores e riscos à segurança no campo e meio urbano.
Previsão para outras regiões do Brasil e avisos ativos
No restante do país, segundo o INMET, não há outro estado sob um alerta laranja de tempestade tão grande quanto o do Rio Grande do Sul neste período. Pontualmente, o litoral sul de Santa Catarina permanece com sinalização amarela para perigo potencial de tempestades, e o oeste do Paraná, oeste e sul de Santa Catarina e áreas do norte do RS podem também registrar ventos intensos por curtos intervalos entre domingo e segunda-feira.
No Sudeste, o predomínio do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) mantém o tempo estável, com variação de nuvens. O Centro-Oeste tem previsão de céu claro, exceto por chuvas esparsas no extremo noroeste do Mato Grosso. Norte e Nordeste seguem com chuvas localizadas, principalmente nas áreas costeiras e no norte da Amazônia.
O que favorece o aumento do alerta de tempestades no Sul?
A ampliação do alerta laranja está ligada à intensificação do Jato de Baixos Níveis (JBN) e à diferença de pressão entre um centro de baixa pressão sobre o norte da Argentina e o Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul. Esse cenário meteorológico facilita a ocorrência de ventos fortes, amplia áreas de instabilidade sobre o Sul e restringe o avanço das frentes frias para outras regiões do país.
Durante o fim de semana do alerta, as máximas podem chegar a 30°C no sábado e aproximadamente 24°C no domingo e segunda, enquanto mínimas em torno de 10°C ocorrem nas regiões serranas, com forte amplitude térmica em áreas sem nuvens. O INMET monitora a situação e poderá atualizar ou estender os avisos conforme novos dados.
Orientações oficiais durante o alerta laranja (INMET e Defesa Civil)
Durante a vigência do alerta laranja, recomenda-se:
- Evitar áreas sujeitas a alagamentos e inundações
- Não se abrigar debaixo de árvores ou estruturas metálicas durante tempestades
- Redobrar a atenção no trânsito em episódios de ventania ou granizo
- Produtores rurais e moradores do interior devem remover objetos soltos e reforçar telhados/estruturas
- Planejar rotas alternativas em regiões propensas a enchentes
O acompanhamento das atualizações deve ser feito pelos canais oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e da Defesa Civil, que pode ser acionada pelo telefone 199 em situações de emergência.
Como conferir atualizações e buscar ajuda
Moradores das áreas sob alerta devem monitorar boletins em tempo real pelo portal do INMET e pelo aplicativo Alerta Gov. Em caso de dúvidas ou ocorrências, recomenda-se procurar a Defesa Civil municipal ou estadual, disponível gratuitamente pelo telefone 199. Alertas e instruções detalhadas sobre medidas de segurança são publicados nos canais oficiais dos órgãos meteorológicos, cuja consulta é fundamental para evitar desinformação.