Decisão publicada em 17 de junho de 2026 suspende imediata importação, comercialização e uso de todos os colírios e géis oftálmicos da Excelvision no Brasil após irregularidades graves de fabricação identificadas durante inspeção.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão total dos produtos da farmacêutica francesa Excelvision após laudo da agência reguladora francesa ANSM apontar falhas significativas nos protocolos de produção, comprometendo a esterilidade e segurança dos medicamentos oftálmicos.
Confira a seguir por que a medida foi adotada, quais produtos estão proibidos, como identificar lotes afetados e as orientações para consumidores, distribuidores e profissionais de saúde.

Motivo da suspensão dos colírios e géis Excelvision
A Anvisa baseou sua decisão em relatório da Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos da França (ANSM), divulgado após inspeção que evidenciou incapacidade da Excelvision para garantir a produção de medicamentos estéreis e seguros. As falhas detectadas incluíram quebra de protocolo sanitário, inviabilizando confiança em qualquer lote fabricado desde 5 de junho de 2026.
O alerta internacional reforçou a necessidade de ação imediata para proteger a saúde pública no Brasil. Com isso, nenhum colírio ou gel oftálmico da empresa pode ser vendido, distribuído, importado ou utilizado no país até nova deliberação.
Produtos e lotes afetados pela suspensão
A suspensão abrange todos os colírios e géis oftálmicos produzidos pela Excelvision e comercializados no Brasil, incluindo as marcas Hyabak e Thealiz Duo. O medicamento Zonidra, registrado pela empresa, mas não comercializado no país, também consta na decisão.
Todos os lotes fabricados a partir de 5 de junho de 2026 estão incluídos, afetando farmácias, clínicas oftalmológicas e consumidores em tratamento para condições oculares.
O que fazer se você possui medicamentos da Excelvision
Segundo orientação oficial da Anvisa, consumidores devem suspender imediatamente o uso de qualquer colírio ou gel oftálmico fabricado pela Excelvision. A recomendação é verificar o rótulo do frasco ou embalagem quanto à fabricante, data de fabricação e lote.
Em caso de dúvidas sobre a origem ou identificação do produto, entre em contato com a empresa detentora do registro no Brasil para esclarecimentos. Produtos identificados devem ser descartados conforme orientação da farmácia ou serviço de saúde local, evitando riscos à saúde.
Como identificar medicamentos suspensos
Verifique sempre o nome da fabricante, lote e data de fabricação no rótulo. Todo lote da Excelvision fabricado a partir de 5 de junho de 2026 está suspenso. Caso reste incerteza, procure atendimento profissional antes de utilizar qualquer produto.
Consumidores são orientados a não comprar ou utilizar colírios e géis oftálmicos cuja origem não esteja confirmada, especialmente se adquiridos após o anúncio da suspensão.
Riscos do uso de colírios e géis não estéreis
O uso de produtos oftálmicos sem garantia de esterilidade pode causar infecções graves, desconforto, lesões oculares e até risco de perda de visão. Em caso de sintomas como vermelhidão, dor, secreção ou diminuição da visão após uso do produto, é indispensável procurar um oftalmologista imediatamente.
Descarte correto de medicamentos suspensos pela Anvisa
Não descarte medicamentos em lixo comum nem vaso sanitário. Busque postos de coleta em farmácias habilitadas ou locais autorizados pelo município para destinação adequada e segura dos resíduos, protegendo o meio ambiente e outras pessoas.
Consequências para farmácias e distribuidores
Comerciantes e distribuidores são obrigados a interromper imediatamente qualquer venda e distribuição dos produtos afetados após a publicação da decisão. Lotes devem ser retirados das prateleiras e consumidores informados. Comercialização após 17 de junho de 2026 pode resultar em sanções administrativas.
Alinhamento internacional e vigilância sanitária contínua
A decisão da Anvisa está em sintonia com o alerta internacional emitido pela ANSM e reconhecida por agências sanitárias globais. A vigilância sobre o caso segue ativa em cooperação com outros órgãos para garantir o cumprimento rigoroso das normas de segurança.
Para dúvidas adicionais, orientações sobre reciclagem ou identificação de medicamentos, consulte diretamente os canais oficiais da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, portal gov.br ou atendimento pelo telefone 0800 642 9782). O alerta é voltado à proteção coletiva e, diante de qualquer suspeita, busque suporte profissional para orientação segura.
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