Salário médio de admissão cai em agosto no Brasil

Secretário do Ministério do Trabalho afirma que queda aconteceu devido à recontratação de profissionais menos qualificados no mês

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O Brasil conta com 14,1 milhões de pessoas desempregadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o órgão, os dados se referem ao trimestre móvel de maio a julho deste ano. Nesse cenário, a admissão pode até ser considerada um acerto na loteria. No entanto, os salários desta “loteria” estão ficando cada vez menores.

A saber, o salário médio de admissão no Brasil em agosto foi de R$ 1.792,07. Esse valor corresponde a uma redução real de R$ 25,78 na comparação com julho (-1,42%). Segundo o secretário de Trabalho do Ministério do Trabalho e Previdência, Luis Felipe Oliveira, isso aconteceu porque as empresas estão contratando profissionais menos qualificados.

“No momento em que o mercado de trabalho esfriou, trabalhadores de menor qualificação, menor treinamento e experiência foram demitidos. Quem estava sendo contratado, em geral, eram trabalhadores que tinham maior qualificação e, consequentemente, maiores salários”, disse o secretário.

A declaração ocorreu no último dia 29, em coletiva sobre os dados do Caged. Por falar nisso, o Brasil registrou em agosto a criação de 372 mil empregos formais. Segundo o Ministério do Trabalho, o setor de serviços respondeu por 48,5% dos novos postos de trabalho criados. Inclusive, 49,9% do total de empregos criados vieram do Sudeste.

Encerramento do BEm não deve aumentar demissões

Em suma, o secretário Luis Felipe explicou que há mais empregos criados no país, mas muitas empresas vêm contratando profissionais menos qualificados. Ele acrescentou que isso não significa algo bom ou ruim, mas apenas é uma constatação do cenário atual do país.

Além disso, o secretário-executivo do ministério, Bruno Dalcolmo, afirmou no evento que o Ministério espera por uma aceleração da retomada econômica brasileira. Isso deve acontecer, porque não devem ocorrer demissões mesmo com o fim do Benefício Emergencial para Preservação de Renda e do Emprego (BEm). Pelo menos é isso que acredita o Ministério.

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