População subocupada atinge 6,6 milhões no trimestre de março a maio

Taxa de desocupação cai tanto no comparativo trimestral quanto no anual, mas patamar permanece elevado, prejudicando a retomada do país

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A recuperação do mercado de trabalho brasileiro em 2022 segue firme. O país sofreu fortes impactos com a pandemia da covid-19 em 2020 e 2021, mas os dados deste ano vêm melhorando. Contudo, as dificuldades para conseguir emprego limitam a retomada econômica do país, afetando a população.

A saber, o Brasil criou 1,05 milhão de empregos formais nos cinco primeiros meses de 2022. Esse dado mostra a recuperação do mercado de trabalho, mas os dados ainda são inferiores aos do ano passado. Em outras palavras, as melhoras precisam continuar para que o país retome o caminho do crescimento.

Na quinta-feira (30), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desemprego caiu para 9,8% no trimestre de março a maio. Esse número é o menor para o período desde 2015, mas ainda é muito expressivo, correspondendo a 10,6 milhões de desempregados.

Embora os dados reflitam a melhora do mercado de trabalho, ainda há indicadores que apresentam dados bem preocupantes. De acordo com o IBGE, a população subocupada atingiu 6,6 milhões de pessoas no período, queda de 11,1% em um ano (menos 827 mil pessoas).

Em suma, a forte retração em um ano é positiva, mas os números ainda são muito altos. A saber, a população subocupada é composta por pessoas subutilizadas em seu trabalho, ou seja, que poderiam trabalhar mais do que realmente o fazem.

População subocupada impacta economia do país

Segundo dados do IBGE, a taxa da população subocupada já estava bem alta no Brasil antes da pandemia. Com a chegada da crise sanitária, diversos profissionais sofreram com cortes de salário e jornada de trabalho, o que agravou o quadro da subocupação no país.

Em resumo, a subocupação prejudica a recuperação do consumo, principal motor de crescimento da economia. Segundo especialistas, a pessoa subocupada trabalha menos do que gostaria e tende a receber uma remuneração igualmente menor. Assim, sua renda diminui e ela tem mais dificuldades para manter o mesmo padrão de consumo de antes.

Isso quer dizer que o brasileiro passa a gastar menos, já que o seu poder de compra está reduzido, e isso desaquece a economia. Contudo, os investimentos nas atividades econômicas acontecem de maneira mais forte quando a economia está aquecida. Por isso, reduzir a subocupação no país é um grande passo para ver a economia crescer.

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