Desvio de R$ 45 milhões em contas da Caixa Econômica Federal em 2026 deixou milhares de beneficiários do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do auxílio emergencial sem acesso a seus recursos. A Polícia Federal (PF) investiga o caso, que envolveu fraudes em São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo a PF, o grupo criminoso atuou de forma coordenada, desviando valores significativos de contas de clientes da Caixa, inclusive utilizando estruturas financeiras internacionais para ocultação dos recursos.
Confira a seguir detalhes da investigação policial, o impacto para os beneficiários atingidos e medidas de proteção e ressarcimento adotadas pela Caixa.

Esquema criminoso desviou R$ 45 milhões de contas e envolveu servidores públicos
A Polícia Federal identificou que o montante de R$ 45 milhões foi desviado por um grupo formado por suspeitos em São Paulo e no Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, em São Paulo, o casal Matheus Casado Natário e Isabely Alves de Sousa acessava contas das vítimas, ocultando parte dos valores em empresa nas Ilhas Virgens Britânicas e em criptomoedas.
No Rio de Janeiro, a operação era liderada por Jader Henrique Areas de Almeida, que coordenava datas dos golpes e a distribuição de dados, enquanto Enzo Grillo Filho era o responsável pela movimentação financeira entre os estados.
Informações da PF apontam ainda o envolvimento de servidores da Justiça Federal, incluindo o servidor Jackson Cozendey, suspeito de repassar informações sigilosas do sistema judiciário ao grupo criminoso. O repasse incluiu a divulgação irregular de decisão sob segredo de justiça, facilitando as fraudes.
Impacto do golpe para beneficiários do FGTS e auxílio emergencial
Milhares de beneficiários do FGTS e do auxílio emergencial perderam acesso ao dinheiro logo após as contas serem invadidas. As vítimas enfrentaram dificuldades para arcar com despesas essenciais, como medicamentos e alimentação, diante da rápida retirada dos valores por terceiros não autorizados.
A vulnerabilidade dos atingidos ficou ainda mais evidente, já que as contas esvaziadas impediam o uso dos recursos mesmo por quem tinha direito legal.
Protocolos de segurança reforçados pela Caixa após os desvios
Como resposta, a Caixa Econômica Federal informou que reforçou protocolos de segurança digital. Entre as medidas adotadas, estão:
- Implementação de novas barreiras de autenticação nos acessos digitais;
- Revisão periódica das permissões sistêmicas dos funcionários;
- Monitoramento ampliado de transações atípicas;
- Rigor maior sobre o acesso e proteção de dados sensíveis dos clientes, em parceria com a Polícia Federal.
Como proteger dados e benefícios nas contas da Caixa
Especialistas em segurança digital recomendam aos clientes da Caixa Econômica Federal que:
- Mantenham suas senhas atualizadas e seguras;
- Evitem compartilhar dados pessoais ou bancários por qualquer meio não oficial;
- Façam consultas regulares de extratos para identificar movimentações desconhecidas;
- Evitem acessar contas bancárias em redes públicas de internet;
- Realizem operações bancárias apenas por aplicativos oficiais ou canais credenciados.
Em caso de suspeita de fraude, a orientação é buscar imediatamente os canais oficiais de atendimento da Caixa Econômica Federal: aplicativo do banco (disponível para Android e iOS), WhatsApp Caixa, telefone 0800 726 0101 ou atendimento presencial em agência. Consultas e procedimentos junto à Caixa são gratuitos e não exigem pagamento de taxas nem fornecimento de senhas a terceiros.
Comunicados oficiais da Caixa e Polícia Federal sobre o caso
A Caixa informou, por meio de nota, que mantém investigações em conjunto com autoridades e que clientes comprovadamente vítimas de fraude têm direito a solicitar ressarcimento. A recomendação para as vítimas é registrar boletim de ocorrência e encaminhar a documentação exigida pelo canal oficial do banco para análise do ressarcimento.
A Polícia Federal confirmou que as investigações seguem em colaboração com o Ministério Público Federal (MPF) e que novas diligências podem ser realizadas para localizar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento dos ativos desviados.
Próximos passos na investigação do desvio de R$ 45 milhões da Caixa
Investigações conduzidas pela PF e MPF protocolaram pedidos de novas buscas e apreensões junto à Justiça Federal, com o objetivo de ampliar o rastreamento do dinheiro e identificar novos suspeitos. Os órgãos destacam que ainda não há prazo definido para a conclusão do caso, mas que o processo pode resultar em medidas disciplinares internas e responsabilização penal para servidores públicos e demais envolvidos.
Critérios detalhados e atualizações sobre o desdobramento do caso podem ser acompanhados pelos canais oficiais da Caixa (site, aplicativo e agências), da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Para consultas, utilize sempre o aplicativo Caixa Tem, portal gov.br ou procure uma agência da Caixa Econômica Federal.
