OCDE reduz crescimento da economia mundial neste ano

Relatório divulgado nesta terça-feira (21) destaca recuperação 'muito desigual' no planeta; economia do Brasil deve crescer 5,2%

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A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) divulgou nesta terça-feira (21) uma nova revisão de suas projeções para a economia mundial em 2021. De acordo com os dados do relatório, o Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 5,7% neste ano.

Isso representa um leve recuo de 0,1 ponto percentual (p.p.) na comparação com a última estimativa (5,8%). Embora a queda tenha sido bem pequena, indica que a retomada econômica global não se mostra tão forte quanto anteriormente. E o principal motivo que fez a OCDE revisar suas estimativas foi a recuperação “muito desigual” do mundo pós-pandemia.

Além disso, a OCDE também reduziu em 0,1 p.p. a projeção de crescimento econômico mundial para 2022 (4,6% para 4,5%). Apesar de o PIB dos países mais ricos ter voltado ao nível anterior à pandemia da Covid-19, muitas economias emergentes seguem enfrentando dificuldades para se recuperar. E osso ocorre, principalmente, devido às taxas muito baixas de vacinação.

“As brechas de produção e emprego prosseguem em muitos países, especialmente nas economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, onde os índices de vacinação são reduzidos”, destacou a OCDE.

PIB do Brasil deve crescer 5,2% neste ano

Em resumo, a OCDE revelou suas projeções para as principais economias do mundiais. A saber, o PIB do Brasil deve crescer 5,2% neste ano, taxa bem superior à estimativa anterior, de maio, que indicava avanço de 3,7%. Assim, o crescimento do Brasil irá superar apenas o avanço dos seguintes países: África do Sul (4,6%), Coréia do Sul (4,0%), Alemanha (2,9%), Rússia (2,7%) e Japão (2,5%).

Em contrapartida, para 2022, a OCDE reduziu a estimativa de crescimento da economia brasileira, de 2,5% para 2,3%. Nesse caso, o país só deve registrar um taxa superior a do Japão (2,1%) e da Argentina (1,9%).

Vale destacar que a China deve liderar os avanços neste ano (8,5%). Na sequência, ficam Turquia (8,4%), Argentina (7,6%), Espanha (6,8%), Reino Unido (6,7%) e Índia (6,7%). Por sua vez, a economia dos Estados Unidos deve crescer 6,0%, enquanto a da zona do euro avançará 5,3%.

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