Lei nº 15.479, conhecida como Lei do Pix Pensão, foi sancionada em 29 de julho de 2026 e torna o pagamento de pensão alimentícia automático por Pix, com débito direto na conta do pagador conforme determinação judicial.
A nova legislação foi oficializada pelo presidente Lula durante cerimônia que reuniu autoridades e relatoras do projeto no Palácio do Planalto. A medida busca agilizar, tornar mais segura e transparente a transferência mensal dos valores devidos a beneficiários e responsáveis legais, representando importante evolução na execução da pensão alimentícia no país.
Confira a seguir como a transferência automática por Pix irá funcionar, orientações para quem paga pensão e pontos essenciais da nova lei, além de onde buscar informações oficiais sobre o tema.

Pix automatiza pagamento de pensão alimentícia: novas regras e detalhes
Pela Lei do Pix Pensão, as transferências da pensão alimentícia passam a ser feitas por meio de débito automático via Pix, diretamente da conta da pessoa obrigada ao pagamento para a conta do beneficiário indicada, sem necessidade de solicitação mensal do credor.
As instituições financeiras agora devem efetuar o desconto no dia estabelecido pelo juiz responsável pelo processo, conforme determinação judicial. Caso não haja saldo suficiente, o banco deverá notificar imediatamente a autoridade competente. Nessa hipótese, outros ativos financeiros do devedor poderão ser bloqueados até o limite da dívida atualizada.
O texto da lei também abrange empresários individuais como possíveis devedores. Outra novidade é a obrigatoriedade de divulgação, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de estatísticas periódicas e anônimas sobre processos de pensão, aumentando a transparência do sistema.
A operacionalização detalhada do Pix Pensão segue pendente de regulamentação. Recomenda-se acompanhar atualizações em portais oficiais do governo e do judiciário.
Quem deve prestar atenção à nova lei e como se preparar
Pessoas obrigadas ao pagamento de pensão alimentícia precisam garantir saldo suficiente na conta vinculada para que a transferência via Pix seja realizada corretamente, especialmente quando não há desconto em folha. O não pagamento pode levar à notificação realizada pelo banco e bloqueio de outros ativos financeiros.
O cálculo do valor devido considera o chamado binômio necessidade/possibilidade, ou seja, leva em conta as necessidades do beneficiário e as condições financeiras da pessoa responsável pelo pagamento. A pensão abrange ex-cônjuges, gestantes e filhos(as) até 18 anos, podendo ser ampliada até 24 anos em caso de estudantes regularmente matriculados, conforme decisão judicial específica.
Principais benefícios: mais transparência e previsibilidade
Segundo as relatoras do projeto, deputada Tábata Amaral e senadora Ana Paula Lobato, a transferência automática por Pix reduz a inadimplência, garante mais segurança aos beneficiários e dificulta práticas para evitar o pagamento. Espera-se ainda diminuição de custos e recursos públicos despendidos para cobranças judiciais frequentes.
A medida também é vista como alternativa mais eficiente ao encarceramento civil do devedor inadimplente, principal instrumento legal até então.
Como acompanhar informações e tirar dúvidas
Atualizações, regulamentações e acompanhamentos da Lei do Pix Pensão estarão disponíveis nos portais oficiais governamentais, incluindo a Agência Brasil e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para casos específicos, recomenda-se buscar orientação nos órgãos do Judiciário responsáveis pelo processo, como as varas de Família, além de acompanhar as orientações nos canais de comunicação oficiais do governo federal.
Consulte também o portal do Alerta Gov para novas informações sobre esta e outras legislações, reforçando que procedimentos e consultas relativas a pensão alimentícia são gratuitos e não envolvem solicitação de senhas, pagamentos ou serviços de terceiros.



