Justiça suspende ação de governador do Rio, que tenta anular delação premiada; entenda

O governador do Rio é acusado de participar de um esquema de corrupção. Ele nega e ainda pede a anulação da delação premiada que o acusa

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A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu nesta segunda-feira (23) duas petições criminais propostas pelo governador Cláudio Castro (PL) e pelo ex-delegado Mario Jamil Chadud, que tentam anular a homologação do acordo de delação premiada do empresário Bruno Campos Salém.

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De acordo com informações, o termo em questão foi firmado pelo Ministério Público (MP) em fevereiro de 2020, quando Cláudio Castro ainda era vice-governador. Durante a votação, os desembargadores Adriano Celso Guimarães e Jacqueline Montenegro pediram vista dos processos, isto é, mais tempo para analisar o caso.

De acordo com o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), o acordo firmado entre o Ministério Público e o empresário Bruno Salém desencadeou a Operação Catarata, que culminou na constatação de um suposto esquema de desvios de contratos de assistência social no Estado do Rio.

Por conta disso, a 26ª Vara Criminal da Capital do Rio de Janeiro recebeu a denúncia do MP e instaurou um processo criminal contra 25 acusados, dentre eles, o governador do Rio de Janeiro, que desde então nega que tenha cometido qualquer crime e ainda pede a anulação da delação premiada do empresário.

cláudio castro, governador do rio de janeiro
O governador do Rio é acusado de participar de um esquema de corrupção. Ele nega e ainda pede a anulação da delação premiada que o acusa. (Foto: reprodução)

Gastos do governador no Carnaval

Outra informação que circulou nesta segunda sobre o governador foi sobre sues gastos durante o Carnaval da Marquês de Sapucaí, realizado em abril. Isso porque o portal “UOL” revelou que a Secretaria Estadual de Turismo do Rio de Janeiro gastou ao menos R$ 830 mil no camarote do gestor estadual.

Segundo o site, o valor está fixado no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma que reúne documentos administrativos do governo, e só foi revelado agora, pois, na época dos desfiles das escolas de samba, a assessoria de imprensa do governador se recusou a mostrar o valor dispendido durante o Carnaval.

Agora, depois da publicação sobre os custos, a assessoria de imprensa da Secretaria de Turismo divulgou um comunicado dizendo que a “nota fiscal, apesar de emitida, não foi paga e passará por uma auditoria onde serão revistos os valores praticados nos serviços pela empresa”.

De acordo com o “UOL”, a nota em questão foi emitida pela Buzzline Serviços, Entretenimento e Produção. No documento, fala-se em “serviços de planejamento, organização, promoção, coordenação e produção do camarote do governo do Estado”.

Com isso, o valor despendido no camarote do governador do Rio de Janeiro deve sair de um contrato assinado com a Buzzline em novembro do ano passado no valor de R$ 27,4 milhões. O documento foi firmado com o intuito de atender demandas de eventos da pasta ao longo de 12 meses – não houve nenhum contrato específico para o camarote.

O portal “UOL” não revelou detalhes sobre os itens utilizados no camarote. No entanto, afirmou que, na nota, existem algumas informações sobre o que teria sido comprado, como 120 camisas para seguranças, 100 camisas de staff e 30 de coordenação. No documento, também consta que foram adquiridos refrigerantes e água suficiente para cinco mil pessoas e amendoim para três mil indivíduos.

Mais dinheiro gasto no Carnaval

Além dos mais de R$ 800 mil gastos no camarote, a Secretaria de Turismo também gastou R$ 2,5 milhões para promover o interior do estado na Sapucaí. De acordo com as informações da pasta, “a ação contou com dezenas de peças publicitárias distribuídas pelo Sambódromo” divulgando as regiões cariocas e suas atrações.

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