Inflação fica em 0,53% em junho e acumula alta de 3,77% no ano

Variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo desacelerou em junho, na comparação com o mês anterior (0,83%), aponta o IBGE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,53% em junho deste ano, ficando 0,30 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa observada no mês anterior (0,83%). A saber, o IPCA é a inflação oficial do Brasil.

Com isso, o indicador passa a acumular alta de 3,77% em 2021. Já nos últimos 12 meses, o avanço é bem mais expressivo, de 8,35%, superando os 8,06% registrados nos 12 meses anteriores. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta quinta-feira (8).

Além disso, a variação do IPCA em junho deste ano superou em muito a taxa observada no mesmo mês de 2020. À época, a prévia da inflação havia variado 0,26%, o que representa a metade da variação observada em junho deste ano.

Desaceleração da energia elétrica em junho puxa IPCA pra baixo

De acordo com o IBGE, a desaceleração da inflação em junho refletiu o recuo registrado pelo grupo habitação (1,78% para 1,10%). Apesar de apresentar uma taxa menos expressiva, o grupo exerceu o maior impacto no índice. O grupo contribuiu com 0,17 p.p. da variação de 0,53% observada no mês.

No grupo, o item energia elétrica figurou como o principal responsável por puxar a variação pra baixo. A saber, a taxa do item recuou de 5,37% para 1,95% entre maio e junho. Mesmo com a desaceleração, o item contribuiu com 0,09 p.p. da variação do grupo habitação, mais da metade da variação no mês.

A pesquisa do IBGE também mostrou que os grupos transporte e alimentação e bebidas também exerceram impacto importante no IPCA em junho. Ambos os grupos influenciaram a inflação em 0,09 p.p., cada, com o grupo transporte desacelerando (1,15% para 0,41%) e o segmento alimentação recuando levemente (0,44% para 0,43%).

Confira as variações dos outros grupos no mês

Outros quatro grupos também desaceleraram no mês: artigos de residência (1,25% para 1,09%), saúde e cuidados pessoais (0,76% para 0,51%), educação (0,06% para 0,05%) e comunicação (0,21% para -0,12%). Vale destacar o impacto exercido pelo grupo saúde e cuidados pessoais (0,07 p.p.) e a única influência negativa do mês, que veio do grupo comunicação (-0,01 p.p.).

Em contrapartida, dois grupos aceleraram em junho: vestuário (0,92% para 1,21%) e despesas pessoais (0,21% para 0,29%). Eles impactaram a inflação medida pelo IPCA no mês em 0,05 e 0,03 p.p., respectivamente.

Por fim, vale ressaltar que, para a divulgação da prévia da inflação, houve a coleta dos dados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Goiânia, Recife, Salvador, Fortaleza e Belém.

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