Inflação do aluguel sobe 14,6% em 12 meses, revela FGV

Índice desacelera em abril devido a variações menos expressivas de commodities agrícolas, apesar da disparada da gasolina

0

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) revelou nesta quinta-feira (28) que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 1,41% em abril. A saber, este indicador é conhecido como inflação do aluguel.

Em resumo, o índice funciona como um indexador de contratos, incluindo os de locação de imóveis. No entanto, o IGP-M não fica limitado a aluguéis, atingindo também contratos de tarifas públicas e seguros, por exemplo. Além disso, influencia mensalidades de escolas e universidades, tarifa de energia elétrica e planos de saúde.

Com o acréscimo do resultado de abril, o índice passou a acumular uma variação de 6,98% em 2022 e de 14,66% nos últimos 12 meses. Embora a taxa mensal tenha sido expressiva, ficou menor que a variação registrada em março (1,74%).

“Importantes commodities agrícolas contribuíram para o arrefecimento da inflação ao produtor cuja variação passou de 2,07% em março para 1,45% em abril”, afirmou André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre.

“Soja, milho e café, grãos que respondem por 13% do IPA, apresentaram queda média de 7,3% e contribuíram para o recuo de 1 ponto percentual na taxa do IPA”, acrescentou Braz.

Veja como a taxa do IGP-M é formada

Em suma, a taxa do IGP-M é formada por três índices: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Destes, apenas o IPA desacelerou em abril. Isso foi suficiente para reduzir a inflação medida pelo IGP-M, visto que o IPA exerce o maior impacto no índice.

A saber, o IPA passou de 2,07% em março para 1,45% em abril, enfraquecido por itens como soja em grão (7,28% para -7,02%) e milho em grão (2,48% para -7,22%) cujas taxas despencaram.

Por outro lado, o IPC avançou de 0,86% em março para 1,53% em abril. Isso ocorreu graças à aceleração registrada em todos os oito grupos pesquisados. O destaque foi o grupo transportes (1,15% para 2,94%), impulsionado pela gasolina, cuja inflação saltou de 1,36% para 5,86% entre março e abril.

Por fim, o INCC teve uma variação um pouco mais tímida, passando de 0,73% em março para 0,87% em abril. No mês, o que mais pressionou a inflação da construção no país foram os materiais e equipamentos, que subiram de 0,29% para 1,35%.

Leia Também: Demanda por bens industriais cresce 0,4% em fevereiro, diz Ipea

Avalie o Artigo:

Sucesso na Internet:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.