Inflação desacelera para todas as faixas de renda em junho

Indicador do Ipea mostra que a inflação para os mais pobres ficou em 0,62%, enquanto variou 0,36% para os de renda mais alta

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Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira (14) o seu Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. Segundo os dados apresentados, houve redução da taxa inflacionária em todas as faixas de renda.

Em resumo, a inflação para quem possui renda domiciliar inferior a R$ 900 despencou de 0,92% em maio para 0,62% em junho. Apesar da queda, a variação ficou bem maior que a registrada pelas famílias com renda mais alta, entre R$ 8.254,83 e R$ 16.509,66. Nesse caso, a alta chegou a 0,36% no mês, ante 0,49% em maio.

De acordo com o Ipea, a inflação caiu em todas as faixas de renda em maio. A saber, as variações foram as seguintes: renda baixa (0,60%), média-baixa (0,55%), média (0,52%) e alta (0,44%). Isso mostra que os mais ricos tiveram a menor variação entre as faixas de renda.

A propósito, as famílias de renda baixa são as que possuem entre R$ 900 e R$ 1.350 no mês. Já as de renda média-baixa são as que têm entre R$ 1.350 a R$ 2.250. As pessoas de renda média possuem entre R$ 2.250 a R$ 4.500, enquanto os de média-alta tem renda entre R$ 4.500 e R$ 9.000.

Grupos habitação e transportes impulsionam inflação

Segundo o relatório do Ipea, o grupo habitação foi novamente o principal responsável pela alta da inflação em junho, assim como o foi em maio. Em suma, os avanços dos itens energia elétrica (1,95%), gás de botijãogás encanado se destacaram no mês. Os dois últimos itens acumulam forte alta de 16% e 14,2% em 2021, respectivamente.

Vale destacar que a queda dos seguintes itens ajudou a desacelerar a inflação para as famílias mais pobres: tubérculos (-11,2%), frutas (-2,7%) e cereais (-0,73%). Por outro lado, os avanços das carnes (1,3%), aves e ovos (1,6%) e leites e derivados (2,2%) impediram uma queda mais expressiva no mês.

Por fim, o Ipea ainda mostrou que as famílias de renda mais baixa sofrem com uma inflação de 9,2% acumulada nos últimos 12 meses. Já para as pessoas de renda alta, a variação chega a 6,5%. A propósito, quanto menor a renda, mais alta ficou a variação da inflação, tanto na comparação mensal quanto na anual.

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