Inadimplência das famílias brasileiras bate novo recorde em maio

Inflação elevada pressiona juros, que encarecem crédito e reduzem renda da população; endividamento recua em maio

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Os brasileiros seguem enfrentando diversos desafios no país. Nos últimos tempos, a inflação e os juros atingiram os maiores patamares dos últimos anos e estão corroendo cada vez mais a renda da população. E isso está impulsionando a inadimplência das famílias, que bateu um novo recorde em maio.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a taxa chegou 28,7% no mês passado. A saber, essa é a taxa mais elevada já registrada pela série histórica, que teve início em 2010.

Em resumo, a pessoa inadimplente é aquela que possui dívidas ou contas em atraso. A propósito, há alguns fatores que propiciam o aumento da inadimplência entre os consumidores, como manter mais de um cartão de crédito e não se atentar à própria saúde financeira e às datas de pagamento das contas. Por isso, as pessoas precisam evitar essas ações.

Embora a inadimplência tenha avançado em maio, o percentual de famílias endividadas recuou levemente. Em suma, a taxa de endividamento caiu de de 77,7% em abril, recorde da série histórica, para 77,4% em maio. Há um ano, a quantidade de famílias endividadas no país estava em 68,0%, o que representa um crescimento de 9,6 pontos percentuais no período.

Aliás, o endividamento das famílias brasileiras cresceu 21% no ano passado, em relação a 2020. Esse forte avanço ocorreu devido à expansão de linhas de crédito mais caras e sem garantias. A situação se agravou em 2022 devido à inflação e aos juros cada vez mais elevados no país.

Inflação e juros elevados fortalecem a inadimplência

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, as ações do governo vêm ajudando a reduzir o endividamento da população. A saber, os programas de transferência de renda, como o saque extraordinário do FGTS, as antecipações do 13º salário e o Auxílio Brasil.

“São medidas essenciais para apoiar as famílias no pagamento de dívidas e despesas e que permitem ainda a manutenção do consumo e a consequente movimentação da economia”, afirmou Tadros.

Muitos brasileiros vêm recorrendo ao cartão de crédito para pagar suas dívidas. Aliás, muitas famílias estão utilizando este meio de pagamento para compras de alimentos, que antigamente eram feitas a dinheiro ou cartão de débito. No entanto, esta forma de dívida tem custos muito elevados para o consumidor.

Veja abaixo os tipos de dívida que os brasileiros mais possuíam em maio:

  • Cartão de crédito: 88,5%;
  • Carnês de loja: 18,2%;
  • Financiamento de carro 11,0%;
  • Crédito pessoal 9,1%;
  • Financiamento de casa 8,3%;
  • Cheque especial 5,9%;
  • Crédito consignado 5,7%.

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