Guedes cita alta dos juros como fator da desaceleração econômica

Ministro da Economia cita altos investimentos no país, que seguem estimulando a atividade econômica brasileira

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez novas declarações nesta sexta-feira (3) sobre a atividade econômica do país. A saber, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou na quinta-feira (2) que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil recuou 0,1% no terceiro trimestre de 2021.

Com isso, a economia brasileira entrou em recessão técnica, pois o PIB também recuou no segundo trimestre (-0,4%). De acordo com Guedes, a atividade econômica do país está enfraquecida devido à alta inflação e, consequentemente, os juros que também não param de subir.

“A Faria Lima, os banqueiros estão prevendo crescimento menor. É natural, é do ângulo de visão de financistas. É claro que vai haver desaceleração forte, porque os juros estão subindo. A inflação subiu. De novo, estamos fazendo a coisa certa. O importante não é a previsão, é fazer a coisa certa”, disse Guedes.

Inclusive, a taxa de investimentos do país ficou em 16,4% no terceiro trimestre de 2020. Contudo, a taxa disparou para 19,4% no mesmo período de 2021, fator bastante positivo para a economia brasileira. Segundo Guedes, o indicador mais alto estimula o nível de atividade do país.

“É verdade que a subida de juros para combater a inflação desacelera [a economia], mas também é verdade que uma taxa de 20% dos investimentos é um sinal de crescimento à frente. Teremos duas forças combatendo [alta dos juros limitando o crescimento e investimentos estimulando a atividade]”, disse o ministro.

Guedes cita queda ‘localizada’ do PIB

Além disso, Guedes também afirmou que a retração do PIB no terceiro trimestre ocorreu de maneira “localizada”. Segundo ele, a queda aconteceu devido à escassez hídrica que o Brasil vem enfrentando nos últimos meses. A saber, a agricultura despencou 8% entre julho e setembro.

“Coisa da natureza, um acaso, um setor [agricultura] desabou 8%. Os críticos de sempre dizem que o PIB caiu, que não vai ter crescimento, que não há recuperação em V. A recuperação em V já aconteceu. Estamos falando do crescimento no ano seguinte”, afirmou o ministro.

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