Dólar recua pelo terceiro dia seguido e fecha em R$ 5,52

Últimos pregões ainda trazem um ambiente de correção global da divisa; investidores repercutem dados dos EUA

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O dólar comercial fechou o terceiro dia seguido em queda. Nesta quinta-feira (13), a moeda norte-americana recuou 0,14%, cotada a R$ 5,5279. A saber, esse é o menor patamar da moeda norte-americana desde 17 de novembro (R$ 5,5246). Com o acréscimo desse recuo, a divisa passa a acumular uma desvalorização de 0,84% ante o real em 2022.

Nesta quinta, os investidores se surpreenderam com o aumento dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Em resumo, a primeira semana do ano registrou um crescimento de 23 mil novas solicitações, para totalizando 230 mil pedidos. No entanto, os analistas projetavam uma queda de 7 mil pedidos, para 200 mil novas solicitações no período.

Além disso, o mercado continuou repercutindo os dados sobre a inflação nos Estados Unidos. Na véspera, o Departamento de Comércio dos EUA revelou que índice de preços ao consumidor atingiu 7,0% em dezembro de 2021, na taxa acumulada em 12 meses. Esse é o maior patamar para o indicador desde junho de 1982, ou seja, em quase 40 anos.

As expectativa com o aumento dos juros nos EUA já em março também influencia o dólar. Em suma, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, encerrará os estímulos na economia do país e deverá elevar os juros em dois meses. E esse cenário é bastante positivo para o dólar.

Entenda as quedas recentes do dólar

No Brasil, o cenário econômico não teve mudanças significativas nesta semana. A inflação do país acumulada em 2021 chegou a 10,06%, maior patamar desde 2015 (10,67%). Embora o Banco Central (BC) tenha elevado sete vezes a taxa básica de juros do país apenas em 2021, a taxa inflacionária não caiu.

Os analistas acreditam que a taxa Selic chegará a 11,75% no final de 2022. A saber, quanto mais elevados os juros, mais atraentes ficam as moedas dos países, pois os rendimentos dos títulos públicos locais crescem. No Brasil, a taxa atual está 9,25%, enquanto segue entre 0% a 0,25% nos EUA.

Isso mostra que os rendimentos no Brasil superam os dos EUA. Contudo, a segurança assegurada pela maior economia do mundo faz muita gente deixar o Brasil, mesmo rendendo bem mais.

As recentes queda do dólar estão ocorrendo, porque o mundo ainda está passando por um reajuste de correção global da divisa. Isso quer dizer que os investidores estão realizando lucros nestes dias, ou seja, o dólar pode voltar a subir nos próximos pregões.

Leia Mais: Títulos públicos atrelados à Selic têm maior rentabilidade em 2021

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