Crescimento econômico deve desacelerar até 2023, projeta Banco Mundial

Entidade divulga novas previsões para o crescimento global; desempenho do Brasil será bastante fraco em 2022 e 2023, diz banco

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Banco Mundial revisou suas projeções para a taxa de crescimento global. De acordo com o organismo, as economias do planeta devem crescer menos que o esperado. O órgão estima um avanço de 5,5% em 2021, de 4,1% em 2022 e de 3,2% em 2023.

A saber, os dados fazem parte do relatório Perspectivas Econômicas Globais, publicado na terça-feira (11). O Banco Mundial afirma que o crescimento global sofrerá com a disseminação de variantes da Covid-19. Ao mesmo tempo, cita o endividamento dos países em desenvolvimento e o aumento da desigualdade de renda.

Embora a projeção para os países do mundo não se mostre positiva, o cenário para o Brasil é ainda pior. Em resumo, o Banco Mundial estima que o crescimento econômico do país chegue a 4,9% em 2021, 1,4% em 2022 e 2,7% em 2023.

“A economia brasileira deve desacelerar para 1,4% em 2022 — graças ao fraco sentimento dos investidores, à erosão do poder de compra em decorrência da alta inflação, às restrições da política macroeconômica, à redução da demanda pela China, e à queda nos preços do minério de ferro — antes de alcançar 2,7% em 2023″, disse o órgão.

Variante Ômicron deve afetar a economia no médio prazo

O Banco Mundial também revelou que a região da América Latina e Caribe deve crescer 6,7% em 2021, 2,6% em 2022 e 2,7% em 2023. A última projeção indica um crescimento de 6,3%, 2,8% e 2,6%, respectivamente.

Segundo o banco, a atividade global seguirá sofrendo com os impactos da variante Ômicron, pelo menos no médio prazo. Além disso, o fim dos estímulos monetários deve frear o crescimento econômico nos Estados Unidos e China, bem como na Europa.

“A economia mundial está enfrentando simultaneamente a Covid-19, a inflação e as incertezas políticas, com gastos públicos e políticas monetárias em território ainda desconhecido”, explicou David Malpass, presidente do Banco Mundial, em nota.

“O aumento da desigualdade e os desafios relacionados à segurança são especialmente prejudiciais para os países em desenvolvimento. Colocar mais países em um caminho de crescimento favorável requer ações internacionais coordenadas e um conjunto abrangente de políticas nacionais como resposta”, acrescentou Malpass.

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