Consumidores do país pagarão R$ 30,2 bilhões de fundo do setor elétrico

Aneel aprovou o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético, que chegou a R$ 32,096 bilhões; valor encarecerá conta de luz em 3,39%

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Os brasileiros não têm um dia de paz. Nesta terça-feira (26), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o orçamento de 2022 da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A saber, o valor total chegou a R$ 32,096 bilhões, e os consumidores do país pagarão R$ 30,219 bilhões deste valor.

Em resumo, a CDE corresponde ao fundo do setor elétrico do país. Esse valor seguirá para bancar ações e subsídios concedidos pelo governo federal no setor de energia. Por exemplo, a CDE garante a universalização do serviço de energia elétrica no país, e isso ocorre graças ao pagamento do orçamento anual.

A propósito, o orçamento de 2022 da CDE ficou 34,2% superior ao do ano passado (R$ 23,917 bilhões). Já em relação ao valor pago pelos consumidores, a alta foi ainda maior, de 54,3% (R$ 19,581 bilhões).

Em suma, os brasileiros pagarão 94,15% do valor total do fundo do setor elétrico. De acordo com estimativas da Aneel, esse valor representará um aumento médio de 3,39% nas contas de luz dos consumidores. Isso quer dizer que a volta da bandeira verde no país não permitirá redução dos valores das contas de luz, uma vez que há diversos outros valores a serem pagos.

Veja o que os consumidores do país terão que pagar neste ano

No mês passado, a Aneel aprovou um novo empréstimo ao setor elétrico do país, que pode chegar a R$ 10,5 bilhões. Em síntese, o valor vai cobrir o saldo negativo das bandeiras tarifárias em 2021, os gastos com o bônus pago aos consumidores que economizaram energia, a importação de energia entre julho e agosto e postergação de cobrança pelas distribuidoras.

Os consumidores pagarão este valor através de um novo encargo que virá na conta de luz a partir de 2023. Inclusive, o pagamento só começará no ano que vem, porque o governo quis diluir os custos ao longo do tempo, evitando cobranças já em 2022.

Além disso, as contratações emergenciais de termelétricas no ano passado somam R$ 11,7 bilhões. O valor também será pago pelo consumidor, que não poderá aproveitar o alívio que a bandeira verde poderia trazer.

Vale destacar que a conta de luz do país é a segunda mais cara do mundo, atrás apenas da conta da Colômbia. Os consumidores do Brasil sofrem com os altos preços, porque boa parte do valor arrecadado nas contas de luz seguem para outros segmentos e correspondem a subsídios e impostos. Veja aqui os motivos que tornam nossa conta de luz tão cara.

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